O julgamento de Monique Mederios e Jairo Souza Santos Júnior, mãe e padrasto de Henry Borel, menino morto em 2021, começou na manhã desta segunda-feira (23), no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Após cinco anos, a dupla foi ao júri popular para ser julgada pela morte da criança.
Imagens produzidas pela CNN Brasil mostram os principais momentos do julgamento (veja acima).
Defesa de Jairinho abandona julgamento
A defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, abandonou o plenário do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (23). O movimento ocorreu logo após a juíza do caso negar o pedido de suspensão do julgamento, motivado por alegações de cerceamento de defesa e falta de acesso a provas digitais.
Os advogados sustentavam que não tiveram acesso à íntegra do material bruto extraído de um notebook de Leniel Borel, pai da vítima, alegando uma “seleção prévia” do conteúdo.
Entenda: defesa de Jairinho abandona Tribunal do Júri
Diante da saída, a assistência de acusação informou que pediria a nomeação da Defensoria Pública para evitar o adiamento dos trabalhos.
“Amor de mãe”
Monique Medeiros chegou ao tribunal vestindo uma camiseta com a foto do filho. A peça continha a frase: “Eu sou testemunha do amor entre mãe e filho”.
Monique responde por homicídio por omissão qualificada, tortura, coação e fraude processual.
Segundo o Ministério Público, ela tinha conhecimento das agressões cometidas pelo ex-vereador Dr. Jairinho e consentiu com a situação.
Em contrapartida, a defesa da ré sustenta a tese de que ela era vítima de um relacionamento abusivo e pleiteia sua absolvição.
Rito do júri popular
A sessão ocorre no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. O veredito será decidido por um Conselho de Sentença composto por sete jurados sorteados.
O laudo técnico do IML apontou que a criança morreu após sofrer 23 lesões corporais em março de 2021, descartando a hipótese de acidente doméstico.
Entenda o caso
O menino Henry Borel, de 4 anos, morreu em 8 de março de 2021, na Barra da Tijuca.
O laudo do IML identificou 23 lesões no corpo da criança e apontou como causa da morte hemorragia interna e laceração hepática por ação contundente.
Dr. Jairinho e Monique Medeiros respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura e fraude processual.O caso motivou a criação da Lei Henry Borel, que tornou o crime contra menores de 14 anos hediondo.
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Fonte : CNN