De acordo com Bruno Rodrigues, Carlo Ancelotti possui autoridade suficiente para decidir se Neymar participará ou não da próxima Copa do Mundo pela seleção brasileira.
O comentarista do CNN Esportes defende que, diferentemente de outros momentos na carreira do jogador, o atual técnico da seleção tem prestígio e autonomia para fazer escolhas baseadas em critérios técnicos e físicos, sem ceder a pressões externas.
De acordo com apurações recentes de João Vitor Xavier, a situação de Neymar na seleção brasileira é extremamente delicada.
Fontes internas da CBF revelam que há pouca convicção sobre as condições físicas do atleta para disputar o Mundial, considerando seu histórico recente de lesões e o longo período sem atuar em alto nível.
Além disso, existe um mal-estar nos bastidores entre o jogador e a cúpula da entidade.
Episódio em Mirassol agravou situação
Um incidente específico teria contribuído para o desgaste da relação. Quando Ancelotti viajou para assistir a uma partida em Mirassol, fazendo um grande esforço logístico para ver Neymar em ação, o jogador não apenas não atuou, alegando controle de carga, como sequer compareceu ao estádio para um encontro com o treinador.
Esse comportamento foi interpretado como falta de comprometimento e desrespeito pela diretoria da CBF.
A percepção dentro da entidade é que Neymar tenta usar sua influência midiática e popularidade para criar uma narrativa de “nós contra eles”, colocando seus fãs contra a CBF e até mesmo contra Ancelotti. As declarações públicas do jogador têm sido mal recebidas internamente, aumentando o distanciamento entre as partes.
Durante a live Convocação, do CNN Esportes, o comentarista Raul Moura comparou a situação atual de Neymar na Seleção Brasileira ao caso de Paul Pogba na França. Assim como o francês foi importante na conquista do Mundial de 2018, mas perdeu espaço devido a problemas físicos e baixo rendimento, Neymar pode enfrentar o mesmo destino.
Segundo os especialistas, a diferença é que a França possui uma safra abundante de talentos para substituir Pogba, enquanto o Brasil ainda busca um substituto à altura para ocupar o espaço deixado pelo camisa 10.
O cenário representa um momento inédito na trajetória de Neymar com a amarelinha. Pela primeira vez, ele enfrenta um técnico com cacife para tomar decisões impopulares sem comprometer sua autoridade.
Ainda, em concordância com Jairo Nascimento, enquanto jogadores como Vinícius Júnior e Raphinha se destacam em seus clubes, ainda não conseguiram reproduzir o mesmo desempenho com a camisa da seleção, criando um vácuo de liderança técnica que dificulta a transição para um time menos dependente de Neymar.
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Fonte : CNN