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O governo federal avalia adotar medidas para ajudar exportadores afetados pela guerra no Oriente Médio. Segundo relatos de fontes na Esplanada dos Ministérios, a ideia seria lançar um programa “na linha” do Plano Brasil Soberano – que atendeu empresas impactadas pelo tarifaço dos Estados Unidos.

As discussões acontecem entre ministérios e o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), que operou as linhas de crédito do Brasil Soberano. Aloizio Mercadante, presidente da instituição, já havia indicado que há uma sobra de R$ 6 bilhões em recursos do plano.

O programa voltado a enfrentar os impactos do tarifaço de Donald Trump trouxe linhas de crédito com juros mais baixos, ampliação de mecanismo de devolução de imposto para empresas, além de reforço em compras públicas. A contrapartida era a manutenção dos empregos pelos setores.

Nas últimas semanas, a equipe econômica vem recebendo demandas de segmentos que se dizem impactados pelo conflito no Oriente Médio. A ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) enviou carta ao ex-ministro Fernando Haddad em que pedia especialmente crédito para capital de giro e financiamento de exportações.

“Entendemos ser oportuno avaliar a adoção de instrumentos extraordinários de apoio financeiro às exportações, voltados especificamente à mitigação de impactos logísticos temporários decorrentes de eventos geopolíticos excepcionais”, diz o documento.

Quem também encaminhou demandas à Fazenda foi a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). A entidade pediu que o governo zere alíquotas de taxa sobre frete marítimo, por exemplo.

Segundo a confederação, a medida tem como principal objetivo conter a alta nos custos dos fertilizantes importados. O presidente da CNA, João Martins, afirmou que o aumento expressivo nos preços, especialmente dos nitrogenados como a ureia, que já acumula alta de cerca de 35%, está diretamente ligado à escalada do conflito no Oriente Médio.

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Fonte : CNN

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