O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro realiza, nesta terça-feira (24), o julgamento da turista argentina Agostina Páez por injúria racial contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul da capital fluminense.
O juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte é quem preside a audiência, na 37a Vara Criminal da capital. No entanto o processo segue em segredo de justiça.
A turista ainda disse estar “muito nervosa” e que “não é racista, mas que cometeu um grande erro” à imprensa local, La Nacion e outros veículos, quando questionada sobre o enfrentamento do julgamento no Rio de Janeiro.
A última nota da defesa de Agostina aponta que ela reconhece que errou e que agiu de forma inadequada, e que buscou compreender as consequências das atitudes.
“A manutenção de uma prisão cautelar por tempo prolongado representa um grave risco à proporcionalidade e à finalidade do processo penal”, aponta a defesa e diz que tentará com a Justiça que ela retorne para a Argentina e que pena “seja justa”.
Relembre o caso
De acordo com o funcionário do bar, a confusão aconteceu em janeiro, e ocorreu após uma discussão por causa de um suposto erro na cobrança da conta. Para esclarecer a situação, ele foi conferir as imagens das câmeras de segurança e pediu para que a mulher aguardasse no local.
Foi nesse momento que, segundo o relato do funcionário, a turista passou a fazer xingamentos racistas. O homem decidiu gravar a cena e, nas imagens, a mulher aparece imitando gestos de macaco e fazendo sons do animal em direção a ele. Assim que tomaram conhecimento do caso, os agentes iniciaram as buscas para localizar a suspeita.
Em depoimento, a argentina declarou que os gestos teriam sido uma brincadeira voltada às amigas e afirmou não ter a intenção de se dirigir ao funcionário. Nas gravações, é possível identificar o uso do termo “mono”, palavra em espanhol que significa “macaco”, além da reprodução de gestos associados ao animal.
No último dia 17 de janeiro, a turista teve o passaporte apreendido por determinação da Justiça do Rio de Janeiro e como medida cautelar, passou a usar tornozeleira eletrônica. “Estou presa, com medo. No Brasil, o crime de discriminação e racismo é grave, é por isso que tudo isso acontece”, relatou a mulher ao jornal argentino Info Del Estero.
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Fonte : CNN