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O presidente de Belarus, Aleksandr Lukashenko, iniciou nesta quarta-feira (25) sua primeira visita à Coreia do Norte para conversas que visam fortalecer os laços entre dois aliados próximos de Vladimir Putin, da Rússia.

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, forneceu a Moscou milhões de cartuchos de munição para a guerra na Ucrânia e enviou tropas para ajudar a Rússia a expulsar as forças ucranianas que invadiram a região de Kursk, no oeste do país, em agosto de 2024.

Belarus permitiu ser usado como base de lançamento para a invasão russa em fevereiro de 2022 e, posteriormente, concordou em abrigar mísseis nucleares táticos russos em seu território, que faz fronteira com três países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Lukashenko foi recebido com tapete vermelho na capital Pyongyang, onde foi saudado pelo ministro das Relações Exteriores de Kim e por dezenas de crianças que acenavam com as bandeiras de ambos os países.

O líder bielorusso se encontrou posteriormente com Kim, e Belarus divulgou uma fotografia dos dois se abraçando.

Ele também prestou suas homenagens no Palácio do Sol de Kumsusan, um mausoléu onde os corpos preservados dos antigos governantes Kim Il Sung e Kim Jong Il – avô e pai do atual líder – estão expostos.

A Coreia do Norte e Belarus vivem há anos sob sanções internacionais, a primeira principalmente por causa de seu programa de armas nucleares e o segundo por seu histórico de direitos humanos e apoio a Putin na Ucrânia.

Mas ambos os países se reuniram em diferentes momentos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Trump se encontrou com Kim três vezes em 2018 e 2019, durante seu primeiro mandato na Casa Branca, mas seus encontros não produziram resultados substanciais.

O líder americano disse no ano passado que “adoraria outro encontro”, o que Kim disse que poderia acontecer se os EUA abandonassem sua “obsessão absurda” em fazer a Coreia do Norte renunciar às armas nucleares.

No ano passado, Trump restabeleceu contato direto com Aleksandr Lukashenko, que havia sido tratado como um pária por seu antecessor, Joe Biden.

Nos últimos meses, Washington começou a aliviar as sanções contra Belarus em troca da libertação de presos políticos.

A viagem de Lukashenko à Coreia do Norte ocorre apenas seis dias depois de ele se encontrar com o enviado de Trump, John Coale, e anunciar a libertação de mais 250 detidos.

Os Estados Unidos afirmaram que Lukashenko poderá visitar a Casa Branca em breve.

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Fonte : CNN

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