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O acordo realizado entre o Mercosul e a União Europeia deve facilitar tratados com outros países, como Canadá, Reino Unido e países asiáticos, como Índia, Coreia do Sul e Japão, segundo o embaixador Philip Fox-Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

A fala do embaixador ocorreu durante o evento de lançamento da Frente Parlamentar de Integração do Acordo Mercosul-UE, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (4).

“Quando você fecha um acordo com esse tamanho [UE-Mercosul], é natural um efeito dominó. Várias outras iniciativas, vários outros acordos que estavam parados há algum tempo, ganham uma nova vida”, afirmou o embaixador.

Segundo Fox-Drummond, houve uma rodada de reuniões há cerca de 1 semana em Brasília com diplomatas canadenses, impulsionada pelo avanço do acordo com a União Europeia.

O deputado federal Fernando Marangoni (União Brasil-SP), coordenador da frente parlamentar, destacou que o acordo marca um movimento de “integração econômica”.

“O papel do Congresso é dar previsibilidade, segurança jurídica e estabilidade às regras, acompanhar os impactos setoriais e assegurar que o acordo se traduza em mais competitividade, mais investimentos e mais oportunidades para o país”, afirmou o deputado federal Fernando Marangoni (União Brasil-SP), coordenador da Frente Parlamentar.

Acordo UE-Mercosul

O Senado aprovou, nesta quarta-feira (25), o acordo de livre comércio firmado entre o Mercosul e a União Europeia. Com a aprovação, o Legislativo brasileiro finaliza a etapa de análise do tratado e o texto segue para a ratificação do Executivo.

Antes, a proposta foi aprovada na semana passada pelo plenário da Câmara dos Deputados e pela representação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul).

Inicialmente o projeto de decreto legislativo que aprova o conteúdo do acordo seria analisado pela Comissão de Relações Exteriores, mas a reunião prevista para esta quarta-feira foi cancelada e o texto seguiu diretamente ao plenário.

O acordo foi assinado em Assunção, Paraguai, no início deste ano, após mais de 25 anos de negociações entre os dois blocos. O acordo precisa ser aprovado por maioria simples no Parlamento Europeu e ratificado pelos parlamentos nacionais de cada país do Mercosul.

Na semana passada, Uruguai e Argentina ratificaram no Legislativo o acordo. O Senado do Paraguai também aprovou o tratado nesta tarde e ainda deve votar o texto na Câmara dos Deputados.

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Fonte : CNN

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