A montadora Toyota apresentou nesta quarta-feira (4) seu novo modelo híbrido. O motor flex é o primeiro da categoria feito totalmente no Brasil, em um tipo de produção que dialoga com os planos do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) de produzir manufaturas a partir de minérios que o país extrai, ao invés de apenas exportá-los.
O novo veículo, o Toyota Yaris Híbrido, também faz parte do planejamento da fabricante para reduzir emissões de carbono – medida exigida pela legislação brasileira. Segundo a montadora, o carro pode reduzir até 70% de emissões, com a economia de gasto de combustível podendo chegar até a 40%.
De acordo com a Toyota, foram investidos na economia do Brasil cerca de R$ 1,3 bilhão no desenvolvimento e produção do modelo eletrificado. A expectativa é de um montante de investimentos de R$ 11 bilhões pela marca no país entre 2024 e 2030.
No lançamento, a Toyota apresentou o modelo como bastante viável para o mercado brasileiro entre os eletrificados pela presença do motor flex, que aceita gasolina e etanol. A grande estrutura nacional para produção e venda do biocombustível pode favorecer a adesão; além disso, a montadora projeta que o rendimento do etanol no carro híbrido pode se equiparar ao da gasolina em veículos à combustão.
Outro ponto relevante que, segundo a Toyota, está presente inclusive nas negociações da empresa com o governo federal, é a possibilidade de exportação também desse novo modelo. Até o momento, países como Equador, Paraguai e Argentina já entraram na lista de compra do Yaris híbrido.
Segundo o vice-presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) e diretor de Assuntos Regulatórios e Governamentais da Toyota, Rafael Ceconello, a ampliação da lista de compradores internacionais depende de um aumento na disponibilidade do etanol em mais países, para que seja possível exportar o motor híbrido flex em níveis semelhantes aos dos convencionais — venda que já é feita pelo Brasil.
“Temos visto um aumento de investimentos na produção de etanol mundo afora. Na Índia, eles até fizeram um programa de expansão das bombas desse biocombustível. É uma pauta que os países têm se importado cada vez mais”, disse Ceconello.
Ainda segundo ele, o Brasil tem uma média entre 20 e 30% de carros eletrificados dentre o total de novos veículos emplacados. A expectativa desse executivo do setor é que a participação dos eletrizados no mercado se mantenha crescente.
“É difícil a gente projetar um número futuro agora, mas a tendência é de crescimento dos eletrificados, sem dúvida. Principalmente porque o que vemos é a curva de vendas dos híbridos, por exemplo, se manter sempre com crescimento linear, estável. Então, é um setor que vai crescer cada vez mais”, completou Rafael Ceconello.
Eletrificados
O Toyota Yaris recém-lançado se enquadra na categoria híbrido flex, ou seja, que tem as partes elétricas e à combustão (para etanol e gasolina) no motor. Nesse caso, não há carga externa da bateria, a qual é reabastecida com a energia do próprio sistema de combustão do carro.
Segundo a Toyota, isso faz com que o veículo se adapte a mais condições de pista diferentes e tenha melhor desempenho quando ativar a eletricidade (como em locais com trânsito, por exemplo) ou quando usar a queima de combustível (como em estradas de terra).
Também há no mercado as opções híbridas, que utilizam o mesmo princípio do motor com duas partes (elétrica e de combustão). A diferença está no fato da maioria dos modelos dessa categoria serem projetados para uso exclusivo de gasolina.
O outro tipo de eletrificados são os carros elétricos, que, embora tenham nome comumente confundido com os modelos híbridos, são os veículos movidos 100% à energia das baterias. Nesse caso, eles são carregados diretamente em tomadas adaptadas e em estações (os chamados eletropostos).
source
Fonte : CNN