O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, acusou os países vizinhos que abrigam forças americanas de facilitar os ataques contra o Irã e pediu que suas posições sejam esclarecidas.
“Relatórios afirmam que alguns países vizinhos que abrigam forças americanas e permitem ataques contra o Irã também estão incentivando ativamente esse massacre”, escreveu Araghchi em uma publicação nesta segunda-feira (16).
“As posições devem ser esclarecidas prontamente”, acrescentou.
Os EUA mantêm bases militares em países do Golfo para apoiar suas operações na região, principalmente missões aéreas e navais.
Araghchi disse que centenas de civis iranianos, incluindo mais de 200 crianças, foram mortos no que ele descreveu como “bombardeios” conjuntos israelenses e americanos.
Autoridades iranianas afirmam que os ataques causaram inúmeras vítimas civis e danos, elevando o número de mortos para mais de 1.300, com milhares de feridos.
A CNN não conseguiu verificar esses números de forma independente.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.
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Fonte : CNN