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Hoje, quase tudo é monitorado em tempo real. Aplicativos acompanham o sono, o nível de atividade física, o ritmo cardíaco e até o consumo de água ao longo do dia. Esse movimento de dados contínuos também chegou ao controle da glicose, que ganha um novo capítulo em janeiro com o lançamento do Smart 2.0, sensor desenvolvido pela MedLevensohn.

No lugar de medições pontuais, o dispositivo permite acompanhar a glicose de forma automática e constante. O Smart 2.0 realiza leituras a cada cinco minutos, o que representa cerca de 288 medições por dia, com os dados enviados diretamente para um aplicativo no celular via bluetooth. As informações ficam disponíveis ao longo das 24 horas, sem a necessidade de intervenções manuais repetidas.

A busca por dispositivos mais discretos também tem guiado a evolução da tecnologia médica. Nesse contexto, o Smart 2.0 adota um formato totalmente integrado, em peça única, sem transmissor separado. Essa mudança reduz o volume do sensor e contribui para um design mais fino e leve, com 4 milímetros de espessura e 22 milímetros de diâmetro. A aplicação pode ser feita no braço ou no abdômen, ampliando o conforto e a liberdade de movimento no dia a dia.

Dados clínicos, precisão e autonomia

Além de facilitar a rotina, o monitoramento contínuo passou a oferecer informações relevantes para o acompanhamento clínico do diabetes. O Smart 2.0 gera relatórios como o Tempo no Alvo (Time in Range), estimativas de hemoglobina glicada (HbA1c) e o Perfil Ambulatorial de Glicose (AGP), indicadores amplamente utilizados por profissionais de saúde para avaliar o controle glicêmico ao longo do tempo.

Segundo estudos clínicos apresentados pela MedLevensohn, o sistema registrou acurácia de 98,69% quando comparado a medições laboratoriais, com MARD geral de 9,08%, índice considerado dentro da faixa ideal de confiabilidade para tecnologias de monitoramento contínuo. O sensor também permite calibração opcional com glicemia capilar, oferecendo mais flexibilidade no acompanhamento.

A autonomia é outro ponto central. Cada sensor pode ser utilizado por até 15 dias consecutivos e conta com resistência à água, permitindo submersão de até dois metros e meio por até duas horas. O sistema possibilita ainda o compartilhamento remoto dos dados com até 50 pessoas, como familiares ou profissionais de saúde, além de alarmes configuráveis para episódios de hipo e hiperglicemia, inclusive durante o período noturno.

Em um cenário de expansão dessas tecnologias, o Smart 2.0 chega ao mercado com uma proposta de custo-benefício competitivo em relação a outros sistemas de monitoramento contínuo e ao método tradicional baseado em tiras reagentes, reforçando a tendência de ampliar o acesso ao controle glicêmico contínuo no país.

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Fonte : CNN

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