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Senadores recorreram ao STF (Supremo Tribunal Federal) por meio de um mandado de segurança para tentar destravar a CPI do Banco Master. O movimento aumenta a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, responsável por dar andamento ao requerimento.

O grupo pede, em caráter liminar, que a Corte obrigue a leitura do pedido em plenário — etapa necessária para a instalação da comissão. Assinam a ação Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Damares Alves (Republicanos-DF), Plínio Valério (PSDB-AM), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e Esperidião Amin (PP-SC).

 

Segundo a petição, o requerimento foi protocolado em 26 de novembro de 2025 com número de assinaturas acima do mínimo constitucional e, atualmente, reúne apoio de 53 senadores — mais de 65% da Casa. Mesmo assim, após quase quatro meses e diversas sessões deliberativas, o texto ainda não foi lido em plenário.

Os parlamentares citam omissão por parte do Legislativo e pedem que a Corte assegure o funcionamento da comissão no Senado, sem necessidade de sessão do Congresso.

O movimento ocorre mesmo após o próprio STF já ter rejeitado pedido semelhante envolvendo a CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. Na ocasião, a Corte entendeu que não cabe ao Judiciário interferir em etapas internas do processo legislativo, como a leitura do requerimento em plenário.

Na nova ação, os senadores citam que a demora compromete a apuração e pode levar à perda de provas, diante da complexidade das operações financeiras e do calendário legislativo.

(Com informações de Emilly Behnke)

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Fonte : CNN

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