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O Senado dos EUA confirmou, na noite desta segunda-feira (23), a nomeação do senador Markwayne Mullin, indicado do presidente americano, Donald Trump, como o próximo secretário do DHS (Departamento de Seguança Interna).

Com a nomeação, Mullin ficará no comando da agência que está no centro da política de imigração de Trump e da atual paralisação do governo. Ele substitui Kristi Noem, sinalizando uma mudança na liderança em meio à queda do apoio público à política de imigração restritiva do presidente.

A votação terminou com 54 votos a favor e 45 contra.

Mullin, empresário e ex-lutador de artes marciais mistas, apoia a visão linha-dura de Trump sobre imigração, mas sinalizou durante a audiência de confirmação que moderaria algumas políticas agressivas de imigração, incluindo uma diretriz que permitia a agentes federais de imigração entrar à força em residências ou empresas privadas sem mandado judicial.

Os democratas bloquearam o financiamento do DHS, que conta com 260 mil funcionários, desde meados de fevereiro, em uma tentativa de reduzir as táticas de imigração de Trump.

Os agentes de segurança aeroportuária que não receberam seus salários têm faltado cada vez mais ao trabalho por motivo de doença, o que leva a filas mais longas nos aeroportos dos EUA.

Os senadores republicanos rejeitaram repetidamente um projeto de lei democrata que pagaria os funcionários da TSA (Administração de Segurança de Transporte), enquanto as negociações sobre as práticas de imigração continuassem.

O governo Trump começou a enviar agentes federais de imigração aos aeroportos na segunda-feira para auxiliar na triagem, mas o impacto ainda não está claro.

A nova liderança no Departamento de Segurança Interna oferece ao governo Trump a oportunidade de se distanciar de Noem, ex-governadora da Dakota do Sul, que se colocou na linha de frente do esforço de deportação em massa de Trump.

Parlamentares republicanos e democratas criticaram duramente Noem em audiências no Congresso no início de março por suas declarações, nas quais ela descreveu dois cidadãos americanos mortos a tiros por agentes federais de imigração em Minneapolis como autores de “terrorismo doméstico”, mesmo com evidências em vídeo que contradiziam essas alegações.

Noem também foi questionada nas audiências sobre uma campanha publicitária de US$ 220 milhões concedida a empresas ligadas ao Partido Republicano sem um processo de licitação padrão.

Trump demitiu Noem após as audiências, afirmando que ela deixaria o cargo até 31 de março e se tornaria enviada especial para uma nova iniciativa “Escudo das Américas” para promover suas políticas de segurança no Hemisfério Ocidental.

O presidente republicano nomeou Mullin para substituí-la, dando início a uma corrida para confirmá-lo no Senado, onde os republicanos têm uma vantagem de 53 a 47.

Durante uma audiência de confirmação no Senado na quinta-feira, o senador Rand Paul, principal republicano na comissão, criticou duramente Mullin por seu histórico de retórica violenta, incluindo declarações em fevereiro nas quais ele endossou um ataque sofrido por Paul em 2017, que o deixou com costelas quebradas e um pulmão danificado.

Embora Paul tenha se oposto à nomeação de Mullin, o senador democrata John Fetterman, um moderado da Pensilvânia, deu seu apoio, permitindo que Mullin avançasse para a votação no Senado.

O apoio público às políticas de imigração de Trump diminuiu nos últimos meses, à medida que agentes federais se mobilizaram em cidades americanas para buscar possíveis imigrantes ilegais.

O governo Trump sinalizou que poderia tentar mudar sua mensagem sobre o assunto. O vice-chefe de gabinete da Casa Branca, James Blair, disse a parlamentares republicanos durante uma reunião a portas fechadas na Flórida, em março, que eles deveriam parar de se concentrar na pressão de Trump por deportações em massa e, em vez disso, dar destaque às prisões de pessoas com antecedentes criminais, informou o Axios.

O Wall Street Journal noticiou que o próprio Trump disse a seu círculo íntimo que algumas políticas de deportação em massa foram longe demais.

Em resposta a um pedido de comentário, a porta-voz da Casa Branca, Abigail Jackson, disse que a agenda de imigração do governo não mudaria.

“A maior prioridade do presidente Trump sempre foi a deportação de imigrantes ilegais criminosos que colocam em risco as comunidades americanas”, afirmou.

(Com informações da CNN)

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Fonte : CNN

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