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Mais que o dobro de meninas adolescentes no Brasil relatam sentir que “a vida não vale a pena ser vivida” em comparação a meninos. É o que aponta a nova edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, divulgada pelo IBGE, com dados coletados em 2024 entre estudantes de 13 a 17 anos. Além disso, jovens do sexo feminino também se sentem mais tristes e irritadas, além de terem mais vontade de se machucar.

De acordo com o levantamento, considerando o indicador “vida não vale a pena ser vivida”, 18,5% dos jovens disseram ter se sentido dessa forma “na maioria das vezes” ou “sempre” nos 30 dias anteriores à pesquisa. Quando analisado por sexo, o cenário se agravou: entre as meninas, o índice chega a 25%, enquanto entre os meninos é de 12%.

Tristeza, irritação e autoagressão também são maiores entre meninas

A pesquisa revela um padrão consistente de maior sofrimento emocional entre adolescentes do sexo feminino. O sentimento de tristeza frequente foi relatado por 28,9% dos estudantes, mas atinge 41% das meninas — mais que o dobro dos 16,7% registrados entre os meninos.

Outro dado alarmante envolve a vontade de se machucar intencionalmente. Segundo a PeNSE, 32% dos adolescentes disseram já ter sentido esse impulso nos 12 meses anteriores à pesquisa. Entre as meninas, o percentual sobe para 43,4%, enquanto entre os meninos é de 20,5%.

O mesmo padrão aparece em outros indicadores emocionais. A sensação de estar “irritado, nervoso ou mal-humorado por qualquer coisa” foi relatada por 42,9% dos jovens, chegando a 58,1% entre meninas — novamente mais que o dobro dos 27,6% observados entre meninos.

Insatisfação com o corpo cresce entre adolescentes

A pesquisa também aponta queda na satisfação com a própria imagem corporal. Em 2024, 58% dos estudantes disseram estar satisfeitos com o corpo — índice inferior aos 66,5% registrados em 2019 e aos 70,2% de 2015.

Por outro lado, 27,2% afirmaram estar insatisfeitos ou muito insatisfeitos, número que vem crescendo ao longo dos anos. A diferença entre os sexos também é significativa: 36,1% das meninas relataram insatisfação com o corpo, quase o dobro dos 18,2% entre os meninos.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à saúde mental de adolescentes, especialmente entre meninas, que concentram os piores indicadores emocionais no país.

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Fonte : CNN

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