O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirma que a “relação especial” entre a Grã-Bretanha e os EUA permanece intacta, apesar das críticas do presidente Donald Trump sobre a contribuição do país para a guerra contra o Irã.
“A relação especial está em vigor neste momento”, disse Starmer em uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (5).
“Estamos trabalhando juntos na região, compartilhando informações 24 horas por dia, 7 dias por semana, da maneira usual. Essa é a nossa relação especial”, disse ele.
O presidente Trump criticou duramente Starmer na segunda-feira (2) por negar aos EUA a permissão para usar bases aéreas militares britânicas nas Ilhas Chagos para ataques ofensivos contra o Irã.
“Não estamos lidando com Winston Churchill”, disse Trump. Mas Starmer minimizou qualquer sugestão de desentendimento entre os dois líderes.
“É evidente que cabe ao presidente tomar as decisões que ele considera serem do interesse nacional, as decisões certas para os EUA”, disse ele.
“Da mesma forma, cabe a mim, como primeiro-ministro britânico, tomar decisões que considero ser do melhor interesse do Reino Unido. Não há nada de controverso nisso”, acrescentou Starmer.
Recursos mobilizados
O primeiro-ministro também defendeu a prontidão do Reino Unido para o conflito com o Irã, que passou a ser questionada após uma base aérea britânica na ilha mediterrânea de Chipre ter sido atingida por um ataque de drone na segunda-feira (2).
Starmer afirmou que recursos de defesa foram enviados para o Chipre em janeiro e fevereiro, acrescentando que as autoridades “continuam a reforçar a capacidade que temos lá para manter nossa população segura”.
O primeiro-ministro também mencionou que mais quatro caças Typhoon seriam enviados para o Catar e que o governo fretou uma aeronave para ajudar nos esforços de repatriação daqueles que estão retidos no Oriente Médio.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.
O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.
Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.
Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.
Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.
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Fonte : CNN