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O primeiro-ministro do Paquistão disse, nesta terça-feira (24), que está disposto a sediar negociações entre os EUA e o Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio.

A declaração acontece um dia depois de o presidente americano Donald Trump ter adiado as ameaças de bombardear usinas de energia iranianas, afirmando que conversas haviam sido “produtivas”.

O Irã negou publicamente qualquer negociação, mas uma fonte iraniana disse à CNN que houve “contatos” entre Washington e Teerã, e que o Irã está disposto a ouvir propostas “adequadas” para pôr fim à guerra.

Caso novas negociações aconteçam, o Irã agora tem mais influência sobre os EUA porque pode “semear o caos em toda a região” e “controlar o Estreito de Ormuz”, disse uma ex-conselheira do Pentágono à CNN.

“Como eles [o Irã] se mantiveram firmes contra os EUA e Israel” e “têm controlado o Estreito de Ormuz, estão entrando em novas negociações com maior poder de barganha”, disse Jasmine El-Gamal, ex-assessora para o Oriente Médio do Departamento de Defesa dos EUA.

Algumas das condições que o Irã pode estar buscando incluem “garantias de segurança” e a garantia de que o regime permaneça vinculado ao território iraniano, disse ela à jornalista Rosemary Church, da CNN.

Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, após afirmarem que não haviam obtido avanços suficientes nas negociações para pôr fim ao programa nuclear iraniano, embora o mediador Omã tenha declarado que progressos significativos haviam sido alcançados.

Desde então, o Irã atacou países que abrigam bases americanas, atingiu a infraestrutura energética do Golfo e efetivamente fechou o Estreito de Ormuz, via de passagem de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito do mundo.

Uma fonte do governo paquistanês afirmou à agência Reuters que as discussões sobre uma reunião estão em estágio avançado e que, caso ela se concretize (o que é um grande “se”), ocorrerá dentro de uma semana. O Paquistão mantém laços históricos com o Irã e vem estreitando relações com Trump.

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Fonte : CNN

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