Isso se soma ao que Israel tem demonstrado repetidamente ser uma longa infiltração nos círculos internos do Irã, o que lhe permitiu assassinar dezenas dos principais cientistas e funcionários nucleares iranianos ao longo dos anos, roubar o arquivo nuclear do país e matar o líder político do Hamas em Teerã.
Para Israel, o sistema já provou sua eficácia anteriormente.
No início da guerra de 12 dias entre Israel e Irã, em junho do ano passado, as Forças de Defesa de Israel utilizaram as mesmas capacidades no ataque inicial, segundo uma segunda fonte israelense, matando o oficial militar de mais alta patente do Irã, o chefe da Guarda Revolucionária Islâmica de elite e um assessor próximo do Líder Supremo, o Aiatolá Ali Khamenei, entre outros.
Na manhã de sábado (28), quando os EUA e Israel lançaram um ataque conjunto massivo contra o Irã, o sistema foi colocado em uso mais uma vez.
O alvo principal era o falecido líder supremo do Irã, Ali Khamenei, que, segundo autoridades israelenses, se sentia menos vulnerável durante o dia. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, havia declarado anteriormente que Israel não teve a oportunidade de alvejar o líder supremo em junho, pois ele provavelmente se refugiou em bunkers subterrâneos e permaneceu em silêncio.
Agora havia surgido a oportunidade de eliminar não apenas Khamenei, mas também os principais líderes de segurança e militares do Irã, vários dos quais eram substitutos daqueles que Israel havia matado em junho.
Embora os Estados Unidos e o Irã estivessem em negociações sobre o programa nuclear de Teerã, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acreditava que as conversas estavam fadadas ao fracasso.
O governo Trump ofereceu respostas contraditórias sobre o que esperava das negociações, mas Israel deixou claro que não acreditava que haveria pontos em comum suficientes para se chegar a um acordo, e certamente não um que Netanyahu — que havia se oposto veementemente ao acordo nuclear anterior com o Irã — considerasse aceitável.
Para o líder que há mais tempo serve em Israel, e que passou grande parte de sua carreira política alertando o mundo sobre os perigos de um Irã nuclear, o momento de atacar havia chegado. Netanyahu se reuniu com o presidente Donald Trump na Casa Branca em 11 de fevereiro. A conversa privada entre os dois líderes durou quase três horas, e eles divulgaram apenas uma foto.
Como a CNN noticiou anteriormente , a conversa não foi sobre as negociações em curso com o Irã. Em vez disso, tratou-se do que aconteceu quando essas negociações fracassaram. Netanyahu apresentou a Trump novas informações de inteligência sobre as capacidades militares do Irã. O encontro ocorreu após uma série de discussões militares e de inteligência de alto nível entre os EUA e Israel, à medida que os planos para um ataque conjunto EUA-Israel se tornavam mais claros.
Na sexta-feira (27), às 15h38, horário do leste dos EUA, Trump deu a ordem que deu início aos ataques iniciais. A mensagem dizia: “Operação Fúria Épica aprovada. Sem abortos. Boa sorte”, segundo o general Dan Caine, principal oficial das Forças Armadas dos EUA.
“Este foi um ataque diurno baseado em um evento desencadeador conduzido pelas Forças de Defesa de Israel, com o apoio da Comunidade de Inteligência dos EUA”, disse Caine a repórteres em uma coletiva de imprensa na segunda-feira (2).
Embora não tenha fornecido mais detalhes, é provável que ele estivesse se referindo ao ataque israelense que matou Khamenei e muitos dos principais líderes do Irã, que, segundo relatos, também contou com informações da inteligência americana para localizar o líder supremo do Irã em seu complexo.
Em poucas horas, Israel já se mostrava otimista quanto aos resultados do ataque, mesmo sem ter certeza da morte de Khamenei.
A confirmação veio na manhã de domingo (1º), quando a emissora estatal iraniana anunciou: “O Líder Supremo do Irã alcançou o martírio”.
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Fonte : CNN