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As cotações futuras da soja fecharam em leve alta na sessão desta segunda-feira (23) na Bolsa de Chicago, após um dia de volatilidade influenciada por fatores geopolíticos e expectativas no mercado de biocombustíveis. O contrato com vencimento em maio avançou 0,19%, encerrando o dia cotado a US$ 11,63 por bushel.

Segundo análise da Granar, o mercado segue atento às movimentações no Oriente Médio e à possibilidade de avanços diplomáticos que possam impactar diretamente o comércio global.

Segundo o analista Ronaldo Fernandes, da Royal Rural, o mercado começou o dia em forte alta para petróleo e commodities antes mesmo da abertura. Porém, o movimento virou completamente para queda forte, com o petróleo chegando a cair mais de 13%.

Além disso, o mercado opera com a expectativa de um eventual encontro entre presidente americano Donald Trump e o  presidente chinês Xi Jinping, ainda vista com cautela por investidores, mantém o mercado em compasso de espera, especialmente diante do potencial de retomada das compras chinesas de soja dos Estados Unidos.

O administrador da EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA), Lee Zeldin, indicou que o mandato de mistura de biocombustíveis deve ser anunciado nesta sexta-feira (27). A sinalização reforça a expectativa de aumento na demanda por óleo de soja, utilizado na produção de biodiesel.

De acordo com sócio-diretor da MB Agro, Alexandre Mendonça de Barros, a definição da nova política pode ter impacto relevante nos preços. Ele destaca que o aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel americano tende a mexer com todo o complexo soja, especialmente em um cenário de energia mais valorizada, que torna os biocombustíveis mais competitivos.

A Granar também avalia que parte desse movimento já foi precificado, principalmente no mercado de óleo de soja. O contrato para maio subiu 0,11%, fechando a US$ 65,58 cents por libra-peso, com forte valorização acumulada no ano.

Por outro lado, o farelo de soja registrou queda. O vencimento maio recuou 0,43%, cotado a US$ 326,75 por tonelada curta.

No cenário global, o Brasil segue ampliando sua participação nas importações chinesas. Os embarques no início de 2026 cresceram mais de 80% em relação ao ano anterior, o que limita o potencial de alta para a soja norte-americana.

Ainda assim, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta que a China importe cerca de 108 milhões de toneladas em 2026, levemente acima do ano passado, sustentada pela demanda do setor de ração animal. As compras chinesas de soja dos EUA também ganharam fôlego recentemente, com as importações de fevereiro atingindo 1,45 milhão de toneladas, o maior volume desde junho.

Milho

Os preços do milho fecharam em queda na sessão, em que o contrato para maio recuou 1,29%, cotado a US$ 4,59 por bushel.

Segundo o TradingView, a pressão negativa veio da queda nos preços do petróleo, após avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O movimento reduz a competitividade do etanol de milho, impactando a demanda pelo grão.

Além disso, o recuo nos custos de energia diminui preocupações com transporte e produção, o que contribuiu para a saída de capital especulativo do mercado.

Trigo

O trigo também encerrou o dia em baixa na Bolsa de Chicago. O contrato para maio caiu 1,26%, negociado a US$ 5,87 por bushel.

A queda do petróleo ajudou a aliviar temores com custos elevados de insumos, como combustíveis e fertilizantes. Ainda assim, o mercado segue atento às condições climáticas nos Estados Unidos.

Há preocupações com temperaturas congelantes em regiões produtoras e com a seca, que pode afetar o desenvolvimento das lavouras. Apesar disso, ainda é cedo para mensurar possíveis impactos na produtividade. Dados oficiais indicam que o plantio de trigo de inverno ficou ligeiramente abaixo da safra anterior.

 

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Fonte : CNN

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