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Em entrevista à CNN, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que não recomendaria que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre agora em um embate com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.

Wagner comentou sobre a recente pesquisa AtlasIntel/Bloomberg que apontou empate técnico em 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Para o senador, este é apenas um foto do momento e não deve ser motivo de grande preocupação.

“Eu não sou assustado com pesquisa, porque se eu fosse assustado com pesquisa, eu não tinha sido eleito em 1º turno, em 2006, porque no sábado à noite várias televisões davam que a eleição da Bahia estava resolvida, só que davam como vitorioso o meu adversário”, lembrou Wagner.

Transferência de votos era esperada

Sobre a rápida transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro para o filho, o senador considerou o movimento natural. “Ele fez o que eu acho correto. O patrimônio é dele. Ele resolveu entregar essa herança política para seu filho, Flávio Bolsonaro, que é senador”, explicou Wagner,

O senador acrescentou que a transferência seria mais rápida do que para outros candidatos, como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), porque Flávio “carrega o mesmo nome que elegeu o ex-presidente em 2018”.

Wagner defende que, neste momento, Lula precisa focar em governar, deixando os embates eleitorais para o período adequado. “Na minha opinião, o presidente tem que se preocupar em governar. A hora da eleição, que vai ser basicamente a partir de julho, evidentemente, o debate vai se estabelecer”, afirmou.

Resultados positivos do governo

O senador petista destacou os resultados econômicos positivos do governo Lula, mencionando que o Brasil fechou 2025 com cerca de 69% dos brasileiros dizendo que entravam em 2026 otimistas. “Isso significa que eles estão vendo possibilidade de prosperar. Isso é bom para quem está sentado no governo”, ressaltou.

Wagner também citou os números de inflação, taxa de emprego e renda média familiar, classificando-os como “espetaculares”.

Ele mencionou ainda o protagonismo internacional de Lula, que segundo ele tem aberto vários mercados para o país, com mais de 500 novos aliados comerciais conquistados mesmo diante do “tarifaço” do governo americano.

“A numerologia é altamente favorável ao governo do presidente Lula”, concluiu Wagner, embora tenha reconhecido que há “um embate ideológico, de fanatizações que vão interferir na eleição”. Mesmo assim, reforçou que não recomendaria ao presidente entrar em um debate com Flávio Bolsonaro neste momento.

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Fonte : CNN

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