Fernando Meligeni, ex-tenista e comentarista, fez uma reflexão antes do jogo entre Carlos Alcaraz e João Fonseca, pela segunda rodada do Masters 1000 de Miami, nos Estados Unidos. Os atletas se enfrentarão nesta sexta-feira (20), não antes das 20h (de Brasília), na quadra principal do torneio.
Para o comunicador, via publicação no Instagram, o brasileiro tem que entrar em quadra confiante na vitória, apesar do grande desafio que será derrotar o atual top 1 do mundo.
Meligeni relembrou a época em que ele estava na posição de João, tendo que lidar com os grandes tenistas do circuito.
“Quando nos apegamos ao papel e às estatísticas, deixamos de lado uma porção de detalhes que realmente fazem o jogador ter chances de vencer um jogo teoricamente impossível. Um tenista de verdade jamais pode acreditar que é impossível vencer um adversário. Ao se colocar no circuito profissional e ser 30, 50 ou 100 do mundo, ele já mostrou que joga tênis suficiente para vencer qualquer um. Basta ir às páginas de resultados para ver, todos os dias, que um pior ranqueado vence um grande nome”, iniciou.
“Venho da geração do ‘para ganhar de mim, vai ter que jogar muito’. Eu vou jogar o jogo da minha vida e me colocar na chance de ganhar o set, para depois continuar pressionando e buscar a vitória. Lembro das minhas falas internas: ‘Seja bem-vindo ao inferno. ‘Hoje você vai ter que me derrubar 10 vezes. Eu vou levantar 11’. Não me importa o teu currículo, eu acredito que posso. Elas me colocavam no jogo e na oportunidade”, completou.
Alcaraz invencível?
Fernando Meligeni reconhece que João, hoje 39º do mundo, está atrás do espanhol. Contudo, confia que o brasileiro pode surpreender.
“Alcaraz hoje é, no papel, invencível. Na quadra, não. Se o João ou qualquer outro entrar achando que não é possível, é melhor nem ir para o complexo. Tênis é um contra um, e o adversário sente a pressão. Ele precisa, como fez contra o Sinner, acreditar que tem jogo para vencer e, quando a chance aparecer, se permitir”, analisou.
O comentarista afirmou que consegue enxergar essa “intolerância” a derrota no jovem carioca de 19 anos.
“A diferença, muitas vezes, entre fazer bonito e vencer está na intolerância à derrota e na obsessão de acreditar que merecemos mais que o outro. Dentro do João isso existe e é muito visível. Hoje, o tênis do Brasil vai parar para ver esse jogão”, finalizou.
source
Fonte : CNN