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Os líderes europeus reiteraram nesta sexta-feira (6) que permanecem “firmemente comprometidos com a diplomacia” em seus esforços para resolver a crise no Oriente Médio, tendo em mente sua própria segurança e estabilidade regional, disse o porta-voz de assuntos externos da Comissão Europeia, Anouar El Anouni.

Os líderes do Reino Unido, França, Alemanha e Itália conversaram nesta sexta (6) e concordaram que a continuidade de uma “diplomacia intensiva e uma estreita coordenação militar” serão vitais nas próximas horas e dias, disse um porta-voz de Downing Street.

O colapso do Estado iraniano ou conflitos por procuração travados em território iraniano poderiam ter “consequências de longo alcance para a Europa, incluindo segurança, fornecimento de energia e migração”, disse o chanceler alemão Friedrich Merz em um comunicado.

Merz enfatizou que o povo iraniano “tem o direito de determinar livremente seu próprio destino” e que uma guerra sem fim não é do interesse da Alemanha.

A longo prazo, disse Merz, as sanções poderiam ser suspensas e a ajuda poderia ser fornecida – mas somente se o Irã cumprir certas condições, que incluiriam o encerramento de seus programas nucleares e de mísseis balísticos e a manutenção da ordem econômica e pública.

Os líderes também acolheram favoravelmente a oferta do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky de disponibilizar conhecimentos especializados em intercepção de drones aos parceiros da região e sublinharam a importância de garantir que o apoio à Ucrânia continue “em grande escala”, afirmou o porta-voz de Downing Street.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.

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Fonte : CNN

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