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O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, anunciou nesta quarta-feira (25) que nomeou o experiente diplomata francês Jean Arnault como seu enviado pessoal para o conflito no Oriente Médio, afirmando que a situação está “fora de controle” e que “o mundo está olhando para o cano de uma guerra mais ampla”.

Guterres disse aos jornalistas que esteve em contato próximo com diversas autoridades na região e ao redor do mundo, e que várias iniciativas de diálogo e paz estão em andamento.

Ele afirmou que essas iniciativas devem ter sucesso e alertou que o fechamento prolongado do Estreito de Ormuz está sufocando o transporte de petróleo, gás e fertilizantes em um momento crítico da temporada global de plantio.

“É hora de parar de subir a escada da escalada – e começar a subir a escada da diplomacia”, disse ele na sede da ONU, em Nova York.

“Minha mensagem aos Estados Unidos e a Israel é que já é hora de acabar com a guerra, à medida que o sofrimento humano se aprofunda, as baixas civis aumentam e o impacto econômico global se torna cada vez mais devastador”, afirmou Guterres.

“Minha mensagem ao Irã é que parem de atacar seus vizinhos”, acrescentou.

Guterres afirmou que o Hezbollah deve parar de lançar ataques contra Israel, e que Israel deve suspender suas operações militares e ataques no Líbano, que têm atingido os civis de forma mais severa.

“O modelo de Gaza não deve se repetir no Líbano”, disse ele.

Especialistas da ONU e de outras instituições alertam que o impacto da guerra no Irã, que interrompeu remessas de fertilizantes e elevou os preços da energia, ameaça desencadear um novo aumento nos preços dos alimentos em países vulneráveis, colocando em risco anos de recuperação após sucessivos choques globais.

Segundo a ONU, Arnault tem mais de 30 anos de experiência em diplomacia internacional, com foco em acordos de paz e mediação, e histórico de atuação em missões das Nações Unidas na África, Ásia, Europa e América Latina.

Sua missão mais recente foi, em 2021, como enviado pessoal de Guterres para questões do Afeganistão e da região.

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Fonte : CNN

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