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O Irã anunciou nesta segunda-feira (3) o fechamento do Estreito de Ormuz, principal rota de petróleo do mundo, por onde passa cerca de 30% da produção global transportada por navios. A medida já causa preocupação nos mercados internacionais e pode ter reflexos diretos na economia brasileira.

Rafael Furlanetti, apresentador da CNN, explicou que o fechamento do canal, que tem apenas 30 quilômetros de largura, pode elevar o preço do barril de petróleo para além dos US$ 100. Além do bloqueio, o Irã ameaçou bombardear navios que tentem passar pela região, aumentando a tensão geopolítica.

Impactos na economia brasileira

Apesar da Petrobras ter informado que não utiliza o Estreito de Ormuz em suas operações, o efeito na economia brasileira será inevitável. “Parece que é distante da gente, mas o impacto é mais perto do que a gente imagina”, alertou Furlanetti.

Com a elevação do preço do petróleo, já existe uma defasagem de cerca de 15% a 16% nos preços da gasolina e do diesel em relação à paridade internacional. Isso coloca a Petrobras diante do dilema de repassar ou não esses aumentos aos consumidores.

Pressão inflacionária e juros

O cenário de petróleo mais caro pressiona a inflação global e pode alterar os planos de redução de juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. “Se impacta a inflação, o Banco Central não vai cair juros como achávamos que iria cair”, afirmou Furlanetti.

Com juros mais altos por mais tempo, diversos setores da economia seriam afetados, como a construção civil e o varejo. O consumo de bens parcelados ficaria mais caro, impactando diretamente o poder de compra das famílias brasileiras.

Efeito no câmbio e fluxo de investimentos

O cenário de maior aversão ao risco global pode pressionar o câmbio, afastando parte do fluxo estrangeiro que vinha contribuindo para a valorização do real. Por outro lado, o Brasil tem uma vantagem em relação a outros países emergentes por ser exportador de petróleo.

Furlanetti estima que o Brasil pode arrecadar entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões adicionais com o petróleo em patamares mais elevados. No entanto, esse benefício fiscal seria contrabalançado pelos efeitos negativos na inflação e no crescimento econômico.

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Fonte : CNN

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