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A Fruit Attraction, que acontece essa semana em São Paulo, reúne produtores, exportadores e compradores internacionais com expectativa de movimentar de R$ 1,2 bilhão e R$ 1,5 bilhão nos três dias de feira. O crescimento significativo no volume de negócios é estimado por Maurício Macedo, CEO do evento no Brasil.

Para Macedo, o evento representa um ambiente de negócios integrado e estratégico para os brasileiros que integram o setor. “A feira está 30% maior do que no ano passado, com mais de 21 países presentes. Entendemos esse momento como uma oportunidade única para os produtores apresentarem o seu produto para o mundo”, disse à CNN Brasil.

“Podemos abrir novos mercados  como Ásia e Oriente Médio, o que ampliará ainda mais a produtividade brasileira. Em termos de exportação global ainda somos o 23º país que mais exporta, o que nos dá margem para o crescimento e diversificação de embarques”, concluiu.

Paula Soares, coordenadora de Agronegócio na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, ressaltou que a agência trouxe compradores internacionais de 16 países, em especial da Europa, Ásia e Américas, que participam das rodadas de negociação.

A diversificação de embarques também se faz como objetivo para alcançar o potencial de crescimento intensificado pelo acordo UE-Mercosul, equidades tarifárias e produtividade complementar ao período entressafra do hemisfério norte.

“Estudamos as melhores formas de abrir novos mercados já há alguns anos. Abrimos o mercado de uva para a China, citros para a Índia e seguimos com missões especiais com esse objetivo. São mercados em que já trabalhamos, mas buscamos novos destinos, independentemente da movimentação causada pelo tarifaço”, disse à CNN Brasil.

Guilherme Coelho, presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados, a Abrafrutas, destacou a maior competitividade do Brasil em relação a outros países que já possuem isenção na exportação de frutas semelhantes às exportadas pelo Brasil.

“Peru, Chile e África do Sul mandam frutas com alíquotas reduzidas ou zeradas para a União Europeia, com o acordo conseguimos ser mais competitivos em relação a esses países. Cada vez mais nós abrimos mercados, como fizemos recentemente na Coreia do Sul e Estados Unidos”, disse à CNN Brasil.

Setor de frutas

Em 2025, as vendas de frutas brasileiras ao exterior foram recorde e alcançaram a  marca de US$ 1,45 bilhão, com alta de 12% em valor e 19,6% em volume em relação a 2024.

Para a Europa, exportações de manga, melão, limão, melancia, uva e mamão cresceram 12,8% em valor e 19,1% em volume em 2025. Na soma, embarques para a Europa cresceram 6,2% em valor e 3,4% em volume em 2025, em relação a 2024, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Indústria.

Manga, melão, limão, melancia, uva e mamão somaram US$ 967 milhões em receita no ano passado, ante US$ 857,6 milhões em 2024. Para a Europa, o Brasil exportou 949 mil toneladas em 2025, uma alta em relação a 2024, quando os embarques somaram 796,6 mil toneladas.

A Apex Brasil estima que o faturamento da fruticultura cresça 40% e alcance US$ 1,8 bilhão até 2029. Em 2025, o país exportou 1,2 milhão de toneladas de frutas frescas, gerando receita de cerca de US$ 1,3 bilhão.

A Fruit Attraction

Em sua terceira edição, o evento que acontece em alguns anos em São Paulo e outros em Madrid é considerado o maior evento dedicado ao segmento de frutas e hortaliças do hemisfério Sul.

Na edição de 2025, foram mais de 16,3 mil visitantes, 400 marcas expositoras de mais de 60 países e cerca de 1,5 mil reuniões na rodada de negócios, gerando cerca de R$ 1 bilhão em vendas. Além disso, no ano passado o evento ocupou 15 mil m² de área expositiva, um crescimento de 66% frente 2024.

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Fonte : CNN

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