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O órgão regulador do mercado de energia das Filipinas declarou nesta quinta-feira (26) que suspendeu o mercado atacadista de eletricidade do país em todas as suas três redes até novo aviso, devido a riscos no fornecimento de combustível e à volatilidade dos preços em decorrência do conflito no Oriente Médio.

A ERC (Comissão Reguladora de Energia) afirmou ter proposto a implementação de um modelo modificado de preços administrados, que espera ser finalizado até 1º de abril.

“De acordo com o esquema proposto, as usinas de carvão podem ser pagas a uma taxa fixa, as usinas de gás natural com base em preços contratados e as fontes de energia renováveis, como hidrelétrica e geotérmica, sob preços administrados com despacho preferencial”, disse a ERC em um comunicado.

Como noticiado pela CNN, o presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr, declarou estado de emergéncia energética nacional, na terça-feira (24), em resposta à guerra no Oriente Médio e ao que chamou de “perigo iminente” para o abastecimento energético do país.

Em um decreto compartilhado com a imprensa, o presidente disse que a guerra havia gerado incerteza nos mercados globais de energia, graves perturbações na cadeia de abastecimento e uma volatilidade significativa, além de pressão para alta nos preços internacionais do petróleo, “representando, assim, uma ameaça à segurança energética do país”.

A declaração, que permanecerá em vigor por um ano, autoriza o governo a adquirir combustível e derivados de petróleo para garantir o fornecimento em tempo hábil e suficiente e, se necessário, pagar parte do valor do contrato antecipadamente.

A secretária de Energia das Filipinas, Sharon Garin, declarou em uma coletiva de imprensa na terça que o país possui reservas de combustível para cerca de 45 dias, com base nos níveis de consumo atuais.

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Fonte : CNN

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