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“Ele estava com três armas. Ele era louco.” O relato feito por Gisele Alves a uma amiga, também policial militar, descreve um episódio ocorrido em um casamento em 2025, quando o tenente-coronel Geraldo Neto foi ao evento portando três armas. Segundo as testemunhas, a situação causou espanto e reforça o ambiente de medo e instabilidade que, de acordo com os depoimentos, marcava o relacionamento.

As declarações são de amigas da PM Gisele Alves e constam no inquérito final da polícia, revelando um padrão reiterado de controle e vigilância. De acordo com os relatos, o oficial monitorava a rotina da esposa, acompanhava suas escalas e frequentava o local de trabalho dela de forma constante. “Quase todos os dias ia buscá-la” e permanecia observando o ambiente, afirmou uma das depoentes.

O comportamento descrito pelas amigas indica também invasão de privacidade e atitudes consideradas obsessivas. Há relatos de que o tenente-coronel chegava “de forma sorrateira, tentando escutar conversas”, além de se esconder para observar a esposa e colegas.

A mudança de comportamento de Gisele também chamou a atenção. Segundo uma das policiais, ela ficava “tensa na presença do marido”, com postura mais reservada do que o habitual.

Os depoimentos ainda apontam episódios de descontrole emocional e ciúmes extremos. Uma das amigas relatou que o oficial já havia perdido o controle durante uma discussão, com “veias saltando e agressividade visível”. Em outro caso, ele precisou ser contido após reagir a um elogio feito à Gisele, dentro do batalhão, no local de trabalho.

O medo de uma possível violência mais grave aparece de forma recorrente. Gisele chegou a questionar uma amiga se o marido “teria coragem de matá-la”. Em outro trecho, ela relatou que, caso algo acontecesse, ele a mataria — e que a situação poderia chegar ao limite de “ou ele me mata ou eu mato ele para me proteger”.

As amigas também indicaram que a vítima acreditava que qualquer atitude considerada uma quebra na relação poderia desencadear uma reação extrema. Havia o temor de que situações como uma possível traição pudessem ter desfecho fatal.

A filha de Gisele

Outro ponto citado, em depoimentos, é o impacto no ambiente familiar. Segundo relatos, a filha de Gisele, que vivia com o casal, demonstrava medo do “tio Neto”, além de apresentar perda de peso e episódios de enurese noturna.

Os depoimentos convergem ao descrever um relacionamento marcado por controle psicológico, vigilância constante e medo crescente — um contexto que, segundo as amigas da vítima, indicava um risco real e iminente.

 

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Fonte : CNN

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