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A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, afirmou que o número de mulheres vítimas de assédio no Brasil é inadmissível. Em entrevista ao CNN 360°, ela falou sobre a denúncia contra o ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida por importunação sexual, caso que a envolveu diretamente.

Franco relatou o doloroso processo que enfrentou nos últimos dois anos e destacou que o indiciamento pela PF (Polícia Federal), seguido pela denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República), comprova que “a certeza da impunidade às vezes não funciona”. Ela enfatizou que sua experiência serve de incentivo para outras mulheres denunciarem casos semelhantes.

“Assediar e importunar é ilegal, é errado, é crime. E precisa, sim, ter uma resposta à altura”, declarou Franco, que ressaltou nunca se calar diante de qualquer violência. Ela compartilhou que, como muitas mulheres, inicialmente teve dúvidas sobre como classificar o comportamento inadequado, mas logo percebeu que os limites haviam sido ultrapassados.

Processo doloroso e apoio de outras mulheres

Anielle Franco descreveu o processo de denúncia como difícil e complexo, marcado por momentos de incerteza e dúvida. “Não estou dizendo aqui que foi fácil, porque não foi, não estou dizendo aqui que também foi simples, porque, lógico, longe disso também não foi”, afirmou.

Ela destacou a importância do apoio recebido de outras mulheres durante o processo, especialmente de sua advogada, que a guiou e encorajou a seguir com a denúncia. Franco também mencionou conversas com amigas que a ajudaram a tomar a decisão de não se calar diante da situação vivida.

A entrevistada fez um apelo por mais políticas públicas voltadas para a proteção de mulheres, crianças e adolescentes, ressaltando que o número de mulheres assediadas, violentadas e vítimas de feminicídio no país é inaceitável e não pode se tornar uma rotina normalizada na sociedade brasileira.

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Fonte : CNN

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