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O deputado federal, Paulo Azi (União-BA) falou sobre os desafios em torno do debate sobre o fim da escala 6×1. Azi é relator na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados para a PEC que propõe mudanças na escala.

De acordo com o debutado, o fim da escala traz um principal desafio: garantir ganhos e soluções favoráveis à classe trabalhadora, sem que haja uma desordem na economia brasileira. Em sua visão, isso só acontecerá se a discussão se exceder para uma esfera populista e em um ano como 2026.

“Tenho consciência que não podemos dar um passo maior que as próprias pernas. A pior coisa que pode acontecer é o tema ser discutido em ano eleitoral, de forma populista ou demagógica”, avaliou o relator em painel do CNN Talks, realizado nesta sexta-feira (20).

Diante desse cenário, o relator da PEC na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados destacou que vai considerar três pilares em seu relatório:

  1. Fortalecer o papel dos sindicatos para que a discussão das escalas se dê em acordos coletivos entre empregados e empregadores;
  2. Estabelecer um período de transição para que a alteração constitucional não seja implantada de forma imediata. Defende ser necessário a existência de um prazo para as empresas se adaptarem;
  3. Discutir a repercussão do fim da escala 6×1 na economia, no funcionamento das empresas, na geração de empregos e no aumento do custo de vida.

Para o congressista, caso o governo queira levar esse tema adiante, será necessário apresentar contrapartidas às empresas, como compensação na desoneração da folha de pagamentos ou isenção fiscal.

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Fonte : CNN

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