wp-header-logo-1441.png

A conferência da ONU sobre mudanças climáticas em Belém terminou mas não as atribuições e responsabilidade de presidência brasileira da COP30.

Manter aceso o debate sobre combustíveis fósseis é uma das prioridades da presidência brasileira até novembro de 2026, quando a missão será entregue aos sucessores Turquia e Austrália.

O tema é bastante complexo, envolve a viabilidade econômica e empregos de países ricos – como a Arábia Saudita – mas também de nações em desenvolvimento – como o Suriname – e quase motivou uma ruptura das discussões na COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) em Belém no mês passado.

“Combustível fóssil é tema político e não há consenso”, afirmou Ana Toni, diretora executiva da COP30, em entrevista ao Capital Insights, programa do CNN Money em parceria com a Broadcast.

“Mas é importante dizer que houve um ganho político impressionante nessa COP. Todo mundo voltou a falar do grande motivo da mudança do clima, que é combustível fóssil”, afirmou.

Parceria entre o CNN Money e a Broadcast, o programa entrevista semanalmente referências do mercado financeiro para discutir o cenário econômico do Brasil e do mundo. O Capital Insights vai ao ar toda quinta, às 19h, no CNN Money.

Toni explicou que um dos primeiros passos da iniciativa proposta pela presidência brasileira de seguir com o debate envolvendo o mapa sobre redução dos combustíveis fósseis será reunir representantes dos setores de petróleo, energias renováveis e outras associações internacionais para definir caminhos.

Ela pontuou que não existe uma solução “bala de prata” para a descarbonização da economia global, e sim que são necessários diferentes caminhos.

“E já existem. Caminhos não faltam. O problema é a decisão política. O modelo de desenvolvimento até hoje foi baseado nos combustíveis fósseis”, disse.

A diretora executiva da COP30 também afirmou que o retrocesso da legislação antidesmatamento da combativa União Europeia não significa que a política climática internacional está enfraquecida.

“A lei europeia foi estabelecida sem a discussão necessária”, afirmou Toni. Ela pontuou que o adiamento da entrada em vigor para o fim de 2026 irá contribuir para esse debate mais amplo entre os europeus, que não conseguiram se adequar ao rigor da nova lei.

Toni também afirmou que a presidência da COP30 encerrou as duas semanas de conferência com sensação de deve cumprido, 29 documentos aprovados por consenso e alguns outros ganhos.

“Finalmente, mostramos que o tema do clima fala muito sobre desenvolvimento e economia”, disse a diretora executiva da COP30, acrescentando que a relação entre comércio global e clima foi pautada pela primeira vez na história das COPs.

source
Fonte : CNN

Destaques Informa+

Relacionadas

Menu