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Na bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica para entrega em maio recuou 2,84% na sessão desta quarta-feira (11), encerrando cotado a US$ 2,874 por libra-peso.

De acordo com a Barchart, os preços foram pressionados pelo clima favorável no Brasil, com previsão de chuvas em importantes regiões produtoras, o que melhora as perspectivas para a produção.

Segundo o diretor da NRP Agro, Vicente Zotti, novas pesquisas sobre a safra 2026/27 indicam expectativa de uma produção robusta, que já começa a se aproximar do mercado.

Com esse cenário, compradores seguem adquirindo apenas volumes necessários para o curto prazo.

“Os basis regionais seguem demonstrando que a disponibilidade de café arábica no curto prazo é curta e que o comprador encontra muita dificuldade de originar café, principalmente na região da Mogiana”, afirmou.

Zotti também destaca que a valorização do real, combinada com a queda dos contratos futuros e a manutenção dos diferenciais, reduz o preço em reais recebido pelo produtor, o que gera maior resistência às vendas.

Outro fator que pressionou o mercado foi o avanço dos estoques monitorados pela ICE (Intercontinental Exchange). Os estoques de arábica haviam caído ao menor nível em quase dois anos ano, com 396.513 sacas em novembro, mas se recuperaram e chegaram a 564.626 sacas nesta terça-feira, o maior volume em cinco meses.

Já os estoques de café robusta atingiram o maior nível em três meses e meio no início de março, com 4.721 lotes, e depois recuaram para 4.563 lotes.

Açúcar

Os preços do açúcar também fecharam em queda na sessão, em que o contrato com entrega em maio terminou o dia cotado a US$ 14,32 por libra-peso, baixa de 0,90% na bolsa de Nova York.

Segundo a Barchart, as cotações recuaram mesmo com a alta de cerca de 4% nos preços do petróleo.

O avanço do petróleo tende a sustentar o etanol, o que pode incentivar usinas ao redor do mundo a direcionarem maior parte da moagem da cana para a produção do biocombustível em vez do açúcar, reduzindo a oferta do adoçante.

A consultoria StoneX divulgou novas estimativas para o mercado global e prevê excedente de produção em relação ao consumo, embora menor do que o projetado anteriormente. A expectativa é de um superávit de 870 mil toneladas, bem abaixo das 22,9 milhões de toneladas estimadas em outubro.

Cacau

No caso do cacau, o contrato futuro para entrega em maio fechou cotado a US$ 3.429 por tonelada, queda de 0,52% na bolsa de Nova York.

De acordo com análise do especialista Jack Scoville, uma grande safra principal chegou à África Ocidental e as chuvas recentes foram positivas para o desenvolvimento da próxima colheita.

Também há relatos de aumento do potencial de produção em outras regiões produtoras fora da África Ocidental, incluindo países da Ásia e da América Central.

Nos Estados Unidos, os estoques certificados monitorados pela ICE voltaram a subir, com aumento de 7.827 sacas e total de 2.228.673 sacas armazenadas nos portos do país. O movimento reflete um cenário de demanda mais cautelosa por parte da indústria global.

Algodão

 O contrato futuro do algodão com vencimento em maio recuou 0,20%, para US$ 65,17 por libra-peso na bolsa de Nova York.

Segundo a Barchart, o petróleo bruto subiu mais US$ 3,03 nesta quarta-feira, com aumento do prêmio de risco diante da continuidade das tensões envolvendo o Irã, mesmo após a decisão da IEA (Agência Internacional de Energia) de liberar 400 milhões de barris de reservas.

Os estoques certificados de algodão monitorados pela ICE caíram 533 fardos em 10 de março, devido à desertificação, totalizando 121.453 fardos.

Suco de laranja

Na contramão das demais commodities, o suco de laranja registrou valorização. O contrato futuro com entrega em maio encerrou o dia cotado a US$ 1.991,50 por tonelada, alta de 4,54% na bolsa de Nova York.

 

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Fonte : CNN

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