O Ministério das Relações Exteriores da China exigiu nesta quarta-feira (25) que Tóquio conduza uma investigação e puna severamente um oficial das Forças de Autodefesa do Japão, preso sob suspeita de invadir a embaixada chinesa em Tóquio.
O suspeito, identificado pelo Departamento de Polícia Metropolitana de Tóquio como Kodai Murata, de 23 anos, teria escalado o muro da embaixada portando uma faca de 18 cm.
Minoru Kihara, porta-voz do governo japonês, classificou a invasão como “lamentável” e afirmou que tomará medidas para evitar que se repita.
“Entendo que a polícia continua investigando o caso e já tomou as medidas de segurança necessárias, como o aumento do número de policiais designados para a segurança da embaixada chinesa em Tóquio”, afirmou Kihara.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, em coletiva de imprensa em Pequim, afirmou que a invasão “ameaça seriamente a segurança dos funcionários da embaixada e fere sua dignidade”.
Ele culpou ideologias de ultradireita e o neomilitarismo dentro do Japão pela intrusão, que, segundo ele, expôs “os efeitos nocivos profundamente enraizados das políticas equivocadas do governo japonês sobre questões centrais importantes relativas às relações China-Japão”.
“Instamos mais uma vez o lado japonês a conduzir uma investigação completa sobre o caso imediatamente, punir severamente o perpetrador e fornecer ao lado chinês uma explicação responsável”, declarou Lin.
A invasão ocorreu após meses de tensões crescentes entre Pequim e Tóquio desde novembro, quando a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou que um ataque chinês à ilha de Taiwan, governada democraticamente, poderia ser considerado uma ameaça existencial ao Japão.
A China considera Taiwan parte de seu território, uma alegação que Taipei rejeita.
Em resposta, Pequim intensificou a pressão sobre Tóquio, incluindo a reimposição de restrições às importações japonesas de frutos do mar, aconselhando seus cidadãos a não viajarem para o Japão e proibindo a exportação de itens de dupla utilização ligados a aplicações militares.
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Fonte : CNN