A defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, informou que solicitará o adiamento do julgamento do caso Henry Borel, marcado para ter início nesta segunda-feira (23), às 9h, no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
Os advogados do ex-vereador sustentam que a equipe jurídica não teve acesso à totalidade das provas contidas nos autos e argumentam que é indispensável que o conselho de sentença compreenda detalhadamente os laudos médicos anexados ao processo.
Argumentos da defesa e previsão do júri
Segundo a equipe de defesa de Jairinho, a estimativa é um novo julgamento seja realizado em cerca de dez dias a duas semanas.
O pedido de suspensão foi revelado no no momento da chegada ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), onde os réus respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.
Paralelamente, a defesa de Monique Medeiros, mãe da vítima, também chegou ao tribunal reforçando a tese de que ela era vítima de um relacionamento abusivo.
A defesa de Monique afirma buscar a absolvição da ré, alegando que o perfil de Jairinho envolvia a escolha de vítimas com características semelhantes às da mãe de Henry.
Contexto do processo e situação dos réus
O caso refere-se à morte de Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em 8 de março de 2021.
As investigações da Polícia Civil e do Ministério Público concluíram que a criança sofria uma rotina de agressões praticadas pelo padrasto, com o conhecimento e consentimento da mãe.
Atualmente, ambos os réus permanecem em prisão preventiva no Complexo de Gericinó.
A decisão sobre o início imediato ou o adiamento da sessão caberá ao juiz presidente do tribunal, que conduzirá os trabalhos do Conselho de Sentença, formado por sete cidadãos sorteados para definir o veredito.
O pai de Henry, Leniel Borel, atua como assistente de acusação e declarou esperar que a sentença reflita a gravidade das acusações.
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Fonte : CNN