O Brasil é um dos países mais felizes do mundo, segundo o “Happiness Report 2026” da Ipsos, divulgado nesta quinta-feira (19) por ocasião do Dia Mundial da Felicidade, celebrado nesta sexta (20).
A pesquisa global aponta que 80% dos brasileiros se declaram felizes, um aumento de 2 pontos percentuais em relação a 2025.
No detalhe, 28% dos entrevistados no Brasil se dizem “muito felizes” e 52% “felizes”. A média global é de 18% e 56%, respectivamente. Apenas 15% dos brasileiros se consideram “não muito felizes” e 5% “nada felizes”, alinhado à média mundial para este último grupo.
A pesquisa da Ipsos, empresas de pesquisa de mercado e de opinião pública, mostra que a felicidade da população global está em ascensão, com 25 dos 29 países pesquisados registrando aumento nos níveis de felicidade em comparação com o ano anterior.
Apenas três países relatam menor felicidade in 2026. A média geral em 29 países indica que 74% das pessoas se declaram felizes.
Entre os países com a maior porcentagem de pessoas felizes, a Indonésia lidera com 86%, seguida por Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%). O Brasil, com seus 80%, integra este grupo.
Fatores de felicidade e infelicidade
Para os brasileiros, sentir-se amado é o que mais contribui para a felicidade, com 34% das menções. Na sequência, aparecem a saúde física e mental (31%) e o relacionamento com a família e os filhos (29%). O Brasil também se destaca globalmente por citar a fé religiosa ou vida espiritual como um motivo de felicidade (22%), contra uma média global de 10%.
Lucymara Andrade, diretora de pesquisas de marca na Ipsos, afirma que há uma ênfase duradoura na “família”, na “saúde” e no “amor” como principais motores de felicidade entre os brasileiros. ‐Vemos uma consistência nas gerações mais velhas exibindo maior grau de felicidade do que as mais jovens.”
Infelicidade com as finanças
A situação financeira é o principal motivo de infelicidade para a população global e também para os brasileiros. No Brasil, 54% dos entrevistados citaram este fator, um pouco abaixo da média global de 57%.
Em seguida, vêm a saúde mental e bem-estar (37%) e a situação habitacional ou condições de vida (27%). A preocupação com as finanças é transversal a todas as gerações no Brasil: 68% dos baby boomers (nascidos pós-guerra, entre 1945-1964), 62% da geração X (nascidos entre 1965 e 1980), 49% dos millennials (nascidos entre 1981 e 1996) e 49% da geração Z (nascidos entre 1997 e 2012).
“Não importa a sua idade, onde você mora ou quanto você ganha. Se você está infeliz, suas finanças pessoais são a causa mais provável dessa infelicidade”, afirma Lucymara.
Felicidade por idade e gênero
A pesquisa revela que a felicidade começa alta na juventude, diminui por volta dos 50 anos, e atinge seu pico após os 70 anos. No Brasil, a soma de “muito felizes” e “felizes” entre 50 e 74 anos é de 82%, a maior média por faixa etária no país. A geração Z, por outro lado, é a que mais se declara “nada feliz” (6%).
Em relação ao gênero, os homens brasileiros são maioria entre os “muito felizes” (29% versus 26% das mulheres). As mulheres, contudo, superam os homens na categoria “felizes” (54% delas contra 50% deles).
O estudo também aponta uma correlação entre renda e felicidade: pessoas com renda mais alta tendem a ser mais felizes (79%) do que as de renda mais baixa (67%).
A percepção sobre a economia do país como fonte de infelicidade diminuiu em 2026. Em 18 dos 29 países, mais pessoas acreditam que a economia nacional está mais forte do que no ano anterior, o que pode explicar parte do aumento geral da felicidade.
A pesquisa foi realizada em 29 países, por meio da plataforma online Global Advisor da Ipsos e, na Índia, pela plataforma IndiaBus, entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026. Foram entrevistados 23.268 adultos. No Brasil, a amostra consistiu em aproximadamente 1.000 indivíduos.
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Fonte : CNN