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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), comentou o caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e aproveitou para estabelecer comparações com a postura do governo anterior em situações semelhantes.

Durante entrevista ao Bastidores CNN desta quarta-feira (25), Boulos afirmou que o caso de Lulinha demonstra uma diferença fundamental entre os dois presidentes. “Quando o filho do Lula foi colocado na investigação, no caso do INSS, o Lula foi questionado e ele disse o seguinte: se meu filho for investigado, que responda, se dever que pague”, declarou o ministro.

Boulos contrastou essa postura com a do ex-presidente: “Quando o Flávio Bolsonaro estava sendo investigado por milícia, rachadinha, Queiroz, lavagem de dinheiro em loja de chocolate, o pai dele deu surto em reunião ministerial, mandou trocar o diretor da PF e mudar o ministro da Justiça porque ele não ia ver os filhos dele pagarem no governo dele”.

Transparência nas investigações

O ministro enfatizou que, para ele, a diferença entre os dois governos é clara: “Um lado investiga, doa quem doer, o outro lado passa pano para os familiares”. Boulos também mencionou o caso do Banco Master, afirmando que denúncias de irregularidades teriam sido ignoradas durante o governo anterior, mas que no atual governo o banco foi liquidado após as investigações.

“Quando você não investiga, não tem corrupção. O cara pode ser o mais sujo do mundo. Corrupto, ladrão, bandido. Se ninguém investiga ele, ele vai andar na praça pública como o rei da honestidade”, criticou Boulos, defendendo a importância das investigações independentemente de quem seja o investigado.

Questionado se Lulinha deveria se manifestar publicamente sobre o caso, Boulos afirmou que esta seria uma decisão pessoal do filho do presidente. “Eu acho que ele deve falar no momento que ele achar conveniente. É uma decisão pessoal dele. A acusação está sobre ele, ele tem o direito de se defender e ter o direito à presunção de inocência como qualquer cidadão,”, concluiu o ministro.

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Fonte : CNN

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