A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de conceder prisão domiciliar temporária a Jair Bolsonaro revelou detalhes sobre o período em que o ex-presidente permaneceu custodiado na Papudinha, em Brasília.
O documento, que autorizou a concessão pelo prazo inicial de 90 dias após alta médica, apresenta um balanço dos atendimentos recebidos durante sua custódia.
De acordo com a decisão, em 56 dias, no período de 15 de janeiro a 11 de março de 2026, Bolsonaro recebeu atendimento médico permanente diário em 206 ocasiões, o equivalente a três vezes por dia. O documento também menciona que ele teve acesso a visitas permanentes da esposa, filhos, filha e enteada, sem necessidade de novas autorizações judiciais.
Assistência completa durante a custódia
Além dos atendimentos médicos, o balanço apresentado por Alexandre de Moraes detalha que Bolsonaro recebeu 40 visitas de terceiros devidamente solicitadas pela defesa e teve atendimento por seus advogados em 40 dias. O ex-presidente também participou de 18 sessões de fisioterapia e 48 sessões de atividades físicas, incluindo caminhadas.
O documento destaca ainda que foi concedida ampla assistência religiosa a Bolsonaro, inclusive com serviços de capelania em seis dias. O âncora Iuri Pitta observou, durante o CNN 360º desta quarta-feira (24), que a “prestação de contas” feita por Moraes indica que Jair Bolsonaro gozava de condições dignas e condizentes, no sistema prisional, com o cargo de ex-presidente da República.
A decisão de Moraes também faz menção específica ao acesso que Michele Bolsonaro tem e continuará tendo ao marido. O documento afirma que não há qualquer restrição para a cônjuge, assim como para a filha e a enteada de Bolsonaro, uma vez que habitam no mesmo local e têm livre acesso a ele.
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Fonte : CNN