wp-header-logo.png

A Boa Safra, maior produtora de sementes do país, registrou prejuízo líquido de R$ 8,4 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o lucro de R$ 80,3 milhões apurado no mesmo período de 2024. O desempenho foi influenciado pelo aumento dos custos com grãos, despesas operacionais e financeiras mais elevadas no fim do ciclo e pela deterioração dos preços médios de venda.

No mesmo intervalo, o lucro líquido ajustado também foi negativo em R$ 21 milhões, refletindo a menor captura de margens, o avanço das despesas e o impacto do resultado financeiro negativo.

No acumulado de 2025, o lucro líquido consolidado foi de R$ 101,1 milhões, recuo de 37% em relação aos R$ 160,5 milhões registrados em 2024. O lucro líquido ajustado totalizou R$ 20 milhões no ano, com queda de 79% frente aos R$ 93 milhões do período anterior, em um cenário de margens mais pressionadas, maior peso de despesas comerciais e administrativas, aumento da participação de vendas na modalidade CIF e custos mais elevados com grãos e novas culturas.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado consolidado somou R$ 154,1 milhões em 2025, abaixo dos R$ 183,3 milhões registrados em 2024. A margem Ebitda caiu de 10% para 6%, refletindo, segundo a companhia, maior pressão operacional ao longo do exercício, mesmo com o crescimento da receita líquida.

“Desde 2024, o agronegócio brasileiro atravessa um ambiente mais seletivo, marcado por preços de grãos em patamares mais baixos, maior concorrência, maior restrição de crédito e menores margens para os produtores. Essas condições influenciaram a necessidade de capital de giro e um ambiente mais restritivo para sementes high tech”, disse Marino Colpo, CEO da empresa, em relatório.

Custos elevados

Ao longo do ano, a companhia registrou aumento das despesas com funcionários, impulsionado pelo projeto de expansão e diversificação. A entrada em operação de novas unidades também elevou custos, exigindo estruturação inicial, reforço de equipes e ajustes operacionais.

Conforme o balanço financeiro, a ampliação da atuação em novas culturas aumentou a complexidade operacional e demandou maior suporte técnico, fortalecimento da estrutura comercial e adequações ao portfólio. Em paralelo, a expansão das frentes comerciais gerou custos adicionais com novos clientes e canais, além de maiores despesas logísticas, destacou a companhia em seu balanço financeiro.

No resultado financeiro, as receitas somaram R$ 226 milhões em 2025, impulsionadas pelos rendimentos de aplicações financeiras, aumento do ajuste a valor presente de clientes e fornecedores e ganhos com antecipações e renegociações.

As despesas financeiras totalizaram R$ 244 milhões, refletindo o maior custo da dívida, o crescimento dos juros sobre empréstimos, o avanço do ajuste a valor presente e a maior concessão de descontos comerciais, além de encargos como juros sobre impostos e IOF. Com isso, o resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 18 milhões no ano.

source
Fonte : CNN

Destaques Informa+

Relacionadas

Menu