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O ex-presidente, José Sarney, classificou nesta terça-feira (6) a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos como uma “barbaridade”.

O primeiro a ser presidente da República na redemocratização brasileira disse que a invasão dos Estados Unidos à Caracas feriu o direito internacional. Ele ainda julgou ser necessário condenar esse gesto de violência.

“Eu sou solidário com a posição do Brasil que reflete exatamente essa condenação, foi uma nota equilibrada que realmente ela constituiu a defesa da democracia e a necessidade de se condenar gesto de violência dessa natureza”, disse Sarney.

No sabádo, dia da captura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia repudiado a ação dos EUA acusando-os de cometer uma “afronta gravíssima” e de ultrapassar a “linha inaceitavel”.

De acordo com Sarney, “atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”.

No dia seguinte, Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram uma nota em conjunto no qual defendem uma solução sem “ingerência externa” na Venezuela. A nota também expressou “preocupação” com qualquer tentativa de “controle governamental”.

A operação militar realizada pelos Estados Unidos no último sábado (3), resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Segundo o presidente norte-americano Donald Trump, os Estados Unidos irão governar o país venezuelano.

O republicano acrescentou ainda que os EUA estarão “muito fortemente” envolvidos na indústria petrolífera da Venezuela.

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Fonte : CNN

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