Acionista do Atlético, Rubens Menin abriu o jogo sobre o aporte que a SAF deve receber nos próximos meses. Em entrevista concedida ao Rádio Esportes, da Itatiaia, nesta quarta-feira (25), o empresário estabeleceu que a prioridade é pagar a dívida bancária do clube.
“A dívida que nos incomoda é aquela dívida que falamos que é a pior de todas, a dívida bancária. Porque ela é cara e ‘come’ parte das receitas. Então o que queremos é fazer um aporte, e vamos fazer – a burocracia é complicada, mas está indo muito bem -, para liquidar a dívida bancária (…) Acho que temos que liquidar a dívida bancária. Essa sangra, e nós vamos acabar com ela”, explicou.
Como revelou Pedro Daniel, CEO do Atlético, em janeiro, o aporte deve ser de R$ 500 milhões.
Além da dívida bancária, Menin que o Atlético tem pendências nos pagamentos da Arena MRV, do Profut e aos clubes pelas contratações de jogadores. A aquisição do equatoriano Alan Minda, por exemplo, está sendo feita em forma de parcelas junto Cercle Brugge, da Bélgica.
“O Atlético, assim como todos os clubes de futebol, tem três tipos de dívida. Uma que é o Profut, uma dívida de impostos, foi negociada, é um projeto federal e a gente paga escalonado. Outra é o jogador que nós compramos e estão no plantel. A gente, por exemplo, compra Alan Minda e tem que pagar parcelado o passe dele. Mas ele também vale dinheiro, então achamos que a dívida que temos é inferior ao valor do plantel. Só que o valor do plantel não conta de um lado, e a dívida conta do outro”, apontou Menin.
“E desculpa, tem a dívida da Arena também. Mas a Arena se paga tranquilo. Então tem a dívida da Arena, o Profut e a dívida de plantel, que é aquilo que você compra, vende, compra vende. Vendemos Arana e compramos Cissé, por exemplo. Coisas assim”, acrescentou.
Além de investidor da SAF do Galo, Rubens Menin é fundador e presidente do conselho da MRV Engenharia e controlador da Log, do Inter e da CNN Brasil.
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Fonte : CNN