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O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciou nesta sexta-feira (27) que deve processar o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e acionar o Conselho de Ética pela discussão protagonizada pelos dois nesta manhã na comissão de inquérito. A equipe do deputado petista também avalia possíveis medidas jurídicas.

“Vou processá-lo [na Justiça] e no Conselho de Ética. É uma mentira inventada para me desestabilizar”, disse em entrevista a jornalistas no Senado. Como a CNN mostrou, no início da leitura do relatório final, os dois parlamentares trocaram insultos. O relator foi chamado de “estuprador” pelo petista e respondeu chamando Lindbergh de “bandido, criminoso e cafetão”.

“Eu coloco minha vida a limpo e quero fazer um desafio: Lindbergh, prove hoje e agora qualquer indício disso. Eu renuncio meu mandato imediatamente. Agora, se você não provar, renuncie o seu [mandato]. Seu canalha, eu vou lhe processar. Você é do submundo do crime, nasceu no pó, continua no pó”, disse Gaspar a jornalistas.

O embate inicial começou após Lindbergh questionar declarações de Gaspar, que fez a leitura de uma fala do então ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso, de março de 2018. Na ocasião, o magistrado chamou o também ministro Gilmar Mendes de “pessoa horrível” e “uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia”.

Segundo Gaspar, a declaração foi uma “poesia”. A citação nesta quarta ocorreu na esteira da derrubada pela maioria do STF da liminar que permitia a prorrogação da CPMI. “Eu não sei, mas gostei da poesia”, ironizou Gaspar sem mencionar Gilmar Mendes diretamente.

“Isso é um circo ou um relatório? Cadê o relatório?”, reagiu Lindbergh. Na sequência, Gaspar disse: “Deputado Lindinho, não estamos falando de Odebrecht, calma”. Exaltado, o deputado petista chamou o relator de “estuprador”.

“Olha, me chamou de estuprador. Eu estuprei corruptos como Vossa Excelência, que roubam o Brasil. Ladrão, corrupto!”, disse o relator. O deputado também chamou o petista de “bandido, criminoso e cafetão”, ao se referir a Lindbergh como o “deputado que o citou”.

O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), considerou a declaração de Lindbergh como “grave” e ameaçou o retirar da sala da CPMI. “Isso vai ficar para o Conselho de Ética”, disse o senador. Ele pediu respeito e retomou a palavra para Gaspar, sem que Lindbergh fosse obrigado a sair da sala.

Instalada em 20 de agosto, a comissão de inquérito tem prazo de funcionamento até sábado (28). O relatório de Gaspar conta com cerca de 4.340 páginas, é dividido em nove núcleos de investigação e mira empresários, intermediários, servidores e entidades.

 

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Fonte : CNN

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