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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), acatou nesta terça-feira (24) o pedido da defesa e aprovou a solicitação de prisão domiciliar temporária de 90 dias ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão ocorre em um momento considerado delicado para o STF, que enfrenta forte pressão política, segundo análise de Pedro Venceslau no CNN 360°.

A medida determina que Bolsonaro permaneça em sua residência em Brasília pelos próximos três meses devido ao seu quadro de saúde. A decisão incluiu ainda a proibição de acampamentos no raio de um quilômetro da residência do ex-presidente, um contraste com o que ocorreu quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve preso na superintendência da Polícia Federal em Curitiba, quando um acampamento denominado “Lula Livre” foi instalado nas proximidades.

De acordo com a decisão judicial, Bolsonaro não poderá ter conversas políticas durante o período de prisão domiciliar. O prazo de 90 dias estabelecido significa que até junho, quando começam oficialmente as convenções partidárias e a campanha eleitoral, o ex-presidente ficará impedido de articulações políticas diretas. Esta restrição concentra a interlocução política do grupo em Flávio Bolsonaro, que já atuava como principal articulador.

Antes de ser internado, Bolsonaro vinha recebendo diversos políticos na Papudinha, onde realizava reuniões organizadas por regiões do país para resolver divergências políticas entre seus aliados. Com a restrição imposta, Flávio Bolsonaro (PL) deverá atuar como ponte entre o ex-presidente e os demais interlocutores políticos, em um momento em que ainda existem pendências eleitorais a serem resolvidas, como a definição de candidaturas ao Senado em alguns estados.

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Fonte : CNN

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