Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, anunciou nesta quarta-feira (25) sua saída do cargo de secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo. O analista de Política da CNN Pedro Vecenslau destaca que, oficialmente, o motivo seria para se dedicar às atividades partidárias, porém, a decisão ocorre em um momento de relação estremecida entre o político e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Um dos principais pontos de tensão teria sido a estratégia de Kassab de atrair para o PSD o espólio eleitoral do PSDB em São Paulo. “O Tarcísio permitiu, de certa forma, esse movimento, porque ele não tem essa vivência política histórica, não é alguém de partido”, explica Venceslau.
Como resultado dessa estratégia, o PSD se tornou o maior partido do estado de São Paulo, com mais de 200 prefeituras, o que irritou outras siglas da base de apoio do governador.
Ambições políticas divergentes
A ambição de Kassab de ocupar a posição de vice de Tarcísio para depois assumir o governo em 2030, em uma eventual candidatura à Presidência da República, o que não se concretizou, e também contribuiu para o afastamento.
Venceslau detaque que, além disso, há um distanciamento entre Kassab e o atual vice-governador de SP, Felício Ramut, que é do PSD, mas cujo nome não foi mencionado no comunicado de saída.
Os projetos presidenciais divergentes também pesaram na decisão. “Kassab tem um projeto presidencial e o Tarcísio outro, que apoia o Flávio Bolsonaro. Então, ficaria estranho os dois continuarem caminhando juntos”, observou Venceslau.
Apesar dos desgastes, o PSD continuará no governo e fará parte da coligação de apoio a Tarcísio, uma vez que, segundo o analista, “o Kassab não tem outra alternativa nesse momento”.
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Fonte : CNN