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A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pela prisão domiciliar temporária de Jair Bolsonaro (PL) está sendo celebrada por bolsonaristas nas redes sociais, que agora tentam transformar a medida em uma prova da inocência do ex-presidente.

Segundo o analista político Matheus Teixeira, durante o CNN 360º desta terça-feira (24) uma conjunção de fatores contribuiu para essa decisão favorável a Bolsonaro.

O analista destaca que, após meses de endurecimento na relação com Bolsonaro e seus apoiadores, o Supremo Tribunal Federal enfrenta um processo de desgaste, especialmente após o caso envolvendo o Banco Master, que afetou diretamente a imagem do ministro Alexandre de Moraes devido a contratos de sua esposa com Daniel Vorcaro e também relacionados ao ministro Dias Toffoli.

“Mas não podemos fazer totalmente essa causa e efeito, porque de fato houve um agravamento da saúde de Jair Bolsonaro. Ele tem um histórico muito ruim de saúde, mas isso piorou agora”, completou Teixeira.

Apesar da comemoração dos aliados, o analista ressalta que a prisão domiciliar não significa absolvição: “Fato é que ele não foi absolvido, pelo contrário, está mantida a condenação a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado que a primeira turma do STF condenou”.

Impacto na articulação política

Com a prisão domiciliar, Bolsonaro terá acesso limitado ao celular e às redes sociais, numa tentativa de restringir sua influência política. No entanto, poderá receber visitas e conversar com familiares, incluindo Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência.

Isso significa que, mesmo com restrições, a articulação política e a formação de palanques para as próximas eleições serão facilitadas, já que o ex-presidente poderá orientar diretamente seus aliados, algo que estava bastante limitado durante sua detenção na Papudinha.

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Fonte : CNN

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