Uma ala do PT (Partido dos Trabalhadores) tem demonstrado resistência à possibilidade de Andrei Rodrigues, atual diretor-geral da PF (Polícia Federal), assumir um ministério no governo. O nome de Rodrigues aparece como cotado tanto para o Ministério da Justiça quanto para o da Segurança Pública, caso este último seja criado.
Segundo apuração de Pedro Venceslau, no CNN 360°, essa resistência dentro do PT não é recente e tem se intensificado à medida que avançam as discussões sobre uma possível reestruturação ministerial. A disputa interna se acirrou quando surgiu a possibilidade de abertura de novos espaços no governo, com o partido já apresentando seus próprios nomes para as pastas.
A principal crítica dos petistas contrários à indicação de Rodrigues é que isso poderia prejudicar o sistema de pesos e contrapesos no Ministério da Justiça ou da Segurança Pública. De acordo com fontes ouvidas, cabe ao Ministério da Justiça exercer certa contenção dos excessos da PF, e a nomeação do atual diretor para um dos ministérios poderia comprometer essa função.
Independência da Polícia Federal
O PT costuma destacar como uma de suas marcas de governo a independência concedida à PF. No entanto, segundo os críticos à indicação de Rodrigues, alguns episódios recentes demonstrariam excessos que precisam de controle ministerial, como a inclusão do nome de Fábio Luís da Silva, filho de Lula, em investigação sobre fraude no INSS.
A lista de possíveis nomes para assumir o Ministério da Justiça ou da Segurança Pública já inclui figuras como Tarso Genro, que ocupou a pasta da Justiça entre 2007 e 2010, Vinícius Carvalho, atual ministro da CGU, Marco Aurélio Carvalho, do Grupo Prerrogativas, e Rodrigo Pacheco, senador de Minas Gerais.
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Fonte : CNN