A abertura do mercado livre de energia no Brasil deverá ocorrer de forma gradual, com uma migração estimada de 35% a 40% dos consumidores em um período de até três anos. A avaliação foi feita por Luiz Fernando Vianna, vice-presidente institucional e regulatório do Grupo Delta Energia, durante entrevista ao Capital Insights, uma parceria entre o CNN Money e a Broadcast, da Agência Estado.
De acordo com a legislação promulgada no ano passado, o cronograma prevê que comércios poderão acessar o mercado livre a partir de 2027, enquanto residências e outros públicos terão essa possibilidade em 2028. Porém, Vianna ressalta que nem todos os consumidores optarão pela mudança imediatamente.
“Existe um tempo para isso acontecer. A experiência mostrou isso. O consumidor, existe a possibilidade de ser livre, mas não é de imediato que ele vai se tornar livre”, explicou Vianna. Segundo ele, muitos consumidores estão satisfeitos com o modelo atual, enquanto outros consideram insuficiente o desconto oferecido.
Perfil dos consumidores e consolidação do mercado
Dos aproximadamente 90 milhões de unidades consumidoras que poderão migrar para o mercado livre, Vianna estima que cerca de 60% permanecerão no mercado regulado. Entre os motivos para a não migração, ele menciona consumidores de baixa renda e aqueles que são isentos do pagamento de energia conforme previsto na própria legislação.
Quanto ao cenário empresarial, o setor deve passar por uma consolidação natural.
“É normal num ambiente desse que haja uma consolidação, que haja uma redução de players. Eu entendo que isso vai acontecer assim”, concluiu o vice-presidente da Delta Energia, sinalizando uma tendência de concentração do mercado nos próximos anos com a evolução da abertura.
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Fonte : CNN