O médico cardiologista Brasil Caiado, que acompanha Jair Bolsonaro (PL), disse nesta quarta-feira (25) que a alta hospitalar do ex-presidente está programada para a próxima sexta-feira (26). Segundo Caiado, Bolsonaro apresenta um quadro “estável”.
“Nós todos já estamos em uma programação de transição para casa. Como o antibiótico termina o ciclo amanhã [quinta-feira, dia 26], estamos com uma programação para alta para sexta-feira”, disse em coletiva de imprensa.
Segundo Caiado, Bolsonaro pode demorar de 90 dias a seis meses para se recuperar compeltamente da pneumonia em ambos os pulmões que teve. Para saber como o quadro evoluirá, os médicos visitarão o ex-presidente recorrentemente.
Bolsonaro foi internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital DF Star, em Brasília, no último dia 13. O ex-chefe do Executivo deu entrada no hospital após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
Ele foi diagnosticado com pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração, causada pela aspiração de líquido do estômago.
Na semana passada, após apresentar melhora, Bolsonaro foi transferido para um protocolo considerado “mais adequado ao quadro clínico atual”, passando a ter cuidados semi-intensivos, mas ainda internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
Agora, segundo o boletim, o ex-presidente deixou a UTI na noite de segunda-feira (23), sendo transferido para um quarto do Hospital DF Star, onde está hospitalizado desde o último dia 13.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu prisão domiciliar temporária, pelo período de 90 dias, para Bolsonaro na terça-feira (24).
A decisão aconteceu após a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestar favorável à transferência do ex-presidente para o regime domiciliar. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que ficou demonstrado por laudos médicos que a saúde de Bolsonaro precisa de vigilância constante, o que pode ser melhor oferecido no “ambiente familiar”.
*Com informações de Fernanda Fonseca e Gustavo Uribe, da CNN Brasil
source
Fonte : CNN