A Argentina recorda nesta terça-feira, dia 24 de março, os 50 anos do golpe militar que assolou o país entre 1976 e 1983. E os clubes de futebol não se esqueceram de lembrar a data, com mensagens acompanhadas pela hashtag #NuncaMás e homenagens às vítimas.
“O Boca Juniors ratifica seu compromisso por manter viva a memória dos 30 mil desaparecidos que a última ditadura militar deixou na Argentina. A 50 anos do golpe cívico-militar, dizemos #NuncaMás”, publicou o Boca em suas redes sociais.
Boca Juniors ratifica su compromiso por mantener viva la memoria de los 30.000 desaparecidos que dejó la última dictadura militar en la Argentina.
A 50 años del golpe cívico-militar, decimos #NuncaMás pic.twitter.com/LlWq4zY3oR
— Boca Juniors (@BocaJrsOficial) March 24, 2026
Outros clubes argentinos também homenagearam torcedores desaparecidos no período, como no caso do Racing, uma das agremiações mais ativas na lembrança dos sócios mortos ou sequestrados pelos militares.
“Esse buraco na arquibancada. E esse outro. E aquele lá. A dor pelas ausências porque faltam Roberto, Lucía, Alberto, Silvia, Jacobo e tantos sócios e torcedores que são parte de nossa história, de nosso Racing. As feridas que meio século não curam porque há corpos dos quais nada se sabe ainda e há netos e netas que não recuperaram sua identidade”, manifestou a Academia.
Ese agujero en la tribuna. Y este otro. Y aquel de más allá. El dolor de las ausencias porque nos faltan Roberto y Lucía y Alberto y Silvia y Jacobo y tantos socios y tantos hinchas que son parte de nuestra historia, de nuestro Racing. Las heridas que ningún medio siglo cura… pic.twitter.com/GUMhuwN2we
— Racing Club (@RacingClub) March 24, 2026
A conta oficial de Diego Armando Maradona no Instagram, administrada hoje pelas filhas Gianinna e Dalma, também se posicionou e publicou a foto do ídolo ao lado de integrantes das Abuelas da Plaza de Mayo, instituição que busca desde a década de 1970 os filhos e netos que foram retirados de seus familiares.
“A 50 anos do último golpe militar, Memória, Verdade e Justiça”, publicou o perfil de Maradona.
Além dos crimes de lesa-humanidade e da repressão, o período da última ditadura militar na Argentina viu a seleção conquistar seu primeiro título mundial.
Em 1978, o país sediou a Copa do Mundo e levantou a taça com a equipe comandada por César Luis Menotti e liderada em campo por Daniel Passarella e Mario Kempes.
O torneio foi marcado pela sombra dos militares, que utilizaram a competição para mascarar os atos repressivos aos olhos do mundo e o sucesso da Albiceleste como propaganda positiva para o governo.
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Fonte : CNN