O caso Henry Borel, que aconteceu em 2021, voltou a repercutir devido ao início do julgamento dos réus. A história motivou a produção de uma série documental, que contém, por exemplo, documentos inéditos e entrevistas com mais de 20 fontes ligadas ao caso.
Intitulada “Caso Henry Borel, A Marca da Maldade”, a série foi lançada em julho do ano passado e retrata a história real do menino de quatro anos assassinado em casa.
O título foi produzido pela revista Veja e traça um retrato das pessoas envolvidas no ocorrido, em 8 de março de 2021. Os episódios mostram, por exemplo, desde a relação entre Leniel e Monique, pais de Henry, até os últimos dias de vida da criança.
Além disso, com narração do ator Raul Gazolla, a série mergulha em documentos inéditos do processo, reportagens exclusivas e entrevistas realizadas ao longo de mais de um ano.
Vinte e três fontes foram ouvidas, entre elas o pai de Henry, Leniel Borel, o deputado Coronel Jairo (pai do acusado), advogados, promotores, psicólogos e mulheres que relatam episódios de violência anteriores supostamente cometidos por Jairinho.
“A ideia é não deixar que um caso tão bárbaro caia no esquecimento, indo às raízes da violência e da própria maldade, para que nada parecido volte a se repetir. A apuração, disciplinada e rigorosa, ouviu todos os envolvidos nessa teia criminosa que custou uma vida que estava só no começo”, diz Monica Weinberg, produtora executiva da série.
O documentário também conta com depoimentos emocionantes de Glória Perez e Ana Carolina Oliveira (mãe de Isabella Nardoni), mulheres que, assim como Leniel, viveram o luto público.
A produção está disponível atualmente na Samsung TV Plus (2075) e LG Channels (126), canais onde a VEJA transmite o documentário.
O início do julgamento de Jairo Souza Santos Júnior e Monique Medeiros, acusados pela morte de Henry Borel, foi interrompido nesta segunda-feira (23) após a bancada de defesa do ex-vereador abandonar o plenário do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
Caso Henry Borel
Henry Borel Medeiros, de 4 anos, morreu em 8 de março de 2021. O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou 23 lesões corporais e indicou como causa da morte hemorragia interna e laceração hepática por ação contundente.
Os réus respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.
A acusação sustenta que o menino sofria agressões do padrasto com o conhecimento da mãe.
O caso motivou a sanção da Lei Henry Borel, que tornou hediondo o homicídio contra menores de 14 anos.
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Fonte : CNN