Os preços do cacau encerraram a sessão desta segunda-feira (23) em queda de 2,30% na Bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em maio foi cotado a US$ 3.180 por tonelada.
Segundo a Barchart, apesar da desvalorização no dia, as cotações seguem acima da mínima de duas semanas registrada na última sexta-feira. O mercado continua pressionado pela expectativa de uma safra recorde na África Ocidental. Produtores da Costa do Marfim e de Gana apontam que o regime de chuvas favoreceu o desenvolvimento das vagens, ampliando o potencial produtivo.
A maior oferta também se reflete nos estoques. Os volumes monitorados pela ICE atingiram o maior nível em sete meses e meio, somando 2.326.443 sacas na última sexta-feira (20), o que reforça o viés de baixa para os preços.
Além disso, medidas adotadas pelos principais países produtores contribuem para o cenário. No mês passado, Gana reduziu em quase 30% o preço oficial pago aos produtores para a safra 2025/26. Já a Costa do Marfim anunciou um corte de 57% na remuneração, válido para a colheita intermediária iniciada neste mês. Juntos, os dois países respondem por mais da metade da produção global de cacau.
Açúcar
Os preços do açúcar recuaram nesta sessão na Bolsa de Nova York, sendo que o vencimento para maio teve queda de 1,15% e está precificado US$ 15,52 por libra-peso.
De acordo com o Barchart, a queda de mais de 9% nos preços do petróleo bruto na segunda-feira provocou a liquidação de posições compradas em contratos futuros de açúcar. “A fraqueza nos preços do petróleo bruto pressiona os preços do etanol e pode incentivar as usinas de açúcar do mundo todo a diminuir a produção de etanol e aumentar a produção de açúcar”, informou o Barchart.
O Tranding View reportou que a decisão do presidente Trump de adiar por cinco dias quaisquer ataques contra usinas de energia iranianas aumentou as esperanças de uma possível redução da tensão no conflito do Oriente Médio, fazendo com que os preços do petróleo caíssem acentuadamente.
A queda nos preços da energia pode incentivar as usinas de cana-de-açúcar nos principais países produtores, Brasil e Índia, a produzirem mais açúcar e menos etanol.
Aumentando a pressão, as usinas de açúcar indianas retomaram as exportações após uma breve desaceleração, fechando contratos para 100 mil toneladas métricas em uma semana, já que a desvalorização da rupia e os preços globais mais altos tornaram as vendas no exterior lucrativas.
Representantes do setor afirmaram que os embarques da Índia, o segundo maior produtor de açúcar do mundo, ajudarão os compradores na Ásia e na África a garantir o fornecimento a preços relativamente mais baixos.
Café
Já os preços futuros do café arábica também finalizaram a sessão com baixas na bolsa de Nova York, em que o vencimento para maio registrou queda de 0,89% e está precificado em US$ 3,065 por libra-peso.
De acordo com as informações do Barchart, os preços do café fecharam em baixa no início desta semana devido às condições favoráveis de cultivo no Brasil. A Climatempo informou que as condições climáticas permanece benéfica, enquanto a seca atual favorece o amadurecimento dos grãos. Além disso, a previsão é de retorno das chuvas às principais regiões cafeeiras do Brasil nesta semana.
Na última sexta-feira, o preço do café arábica atingiu a maior cotação em um mês e o do robusta a maior em uma semana, devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, que interrompeu o transporte marítimo global e restringiu a oferta mundial de café.
O barchart também destacou que o fechamento da hidrovia aumentou as taxas de frete marítimo, os custos de seguro e de combustível, elevando os custos para importadores e torrefadores de café.
Algodão
Os preços futuros do algodão a sessão na bolsa de Nova York encerrou o dia com leve baixa. O contrato com vencimento em maio caiu 0,19%, sendo negociado a US$ 67,18 por libra-peso.
A análise do Barchart destacou que os vencimentos recuaram da queda nos preços do petróleo.
Os dados do COT (Commitment of Traders) mostraram que os especuladores liquidaram uma grande parte de suas posições vendidas líquidas na última semana, reduzindo-as em 26.549 contratos.
Suco de laranja
O contrato futuro para entrega maio do suco de laranja fechou o dia na bolsa de Nova York cotado a US$ 1.619,50 por tonelada e ganho de 0,28%.
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Fonte : CNN