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A defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, sugeriu abandonar o plenário do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro no início do julgamento nesta segunda-feira (23).

Os advogados requerem o adiamento do julgamento sob o argumento de que não tiveram acesso ao conteúdo bruto extraído de um notebook de Leniel Borel, pai da vítima, alegando que houve uma seleção prévia do material entregue à equipe.

Questionamento de provas e laudos

Segundo a equipe jurídica, o réu manifestou o desejo de não ser julgado sem que a defesa analise a íntegra dessas provas.

Foram mencionadas conversas consideradas suspeitas entre Leniel e uma perita, ponto rebatido pela juíza, que afirmou que tais diálogos constavam em outro aparelho telefônico.

Além do acesso aos dados digitais, a defesa sustenta a necessidade de uma análise técnica aprofundada dos laudos médicos anexados ao processo.

Enquanto os advogados de Jairinho focam em questões processuais, a defesa de Monique Medeiros busca a absolvição sustentando que a ré era vítima de um relacionamento abusivo.

Próximos passos do júri

O assistente de accusation, Cristiano Medina, informou que pedirá a nomeação da Defensoria Pública caso a defesa abandone o plenário, visando evitar manobras para forçar o adiamento.

O Conselho de Sentença, formado por sete jurados, decidirá sobre as acusações de homicídio triplamente qualificado, tortura e fraude processual.

O crime, ocorrido em março de 2021, resultou na morte de Henry Borel após o menino sofrer 23 lesões no corpo, conforme apontado pelo laudo do IML. O julgamento ocorre no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

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Fonte : CNN

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