O pai de Henry Borel relembrou a noite da morte do menino, de 4 anos, e afirmou esperar uma condenação exemplar no julgamento da mãe da criança, Monique Medeiros, e do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, acusado de agredir o garoto. O júri popular do caso está marcado para o dia 23 de março, no Rio de Janeiro.
À CNN Brasil, Leniel Borel de Almeida disse que espera que a pena seja proporcional à violência sofrida pelo filho.
“São cinco anos que eu venho lutando incansavelmente por justiça, cinco anos que acordo, durmo, gritando, clamando por justiça por uma criança que foi brutalmente assassinada: meu filho.”
Henry morreu em março de 2021, após ser levado ao hospital já sem vida. Segundo a investigação, ele apresentava diversas lesões pelo corpo. O pai afirma que a perícia apontou sinais de agressões antes da morte.
O pai de Henry Borel também relembrou o que aconteceu logo após a morte do menino. “Ninguém está preparado para algo tão terrível… do dia para a noite a gente recebe a pior notícia do que é perder um filho”, disse.
Leniel afirmou que decidiu ir ao Instituto Médico Legal para entender as circunstâncias da morte e disse que se deparou com sinais de agressão no corpo do filho.
“Eu entrego o meu filho vivo, bem, e horas depois me entregam o meu filho morto, cheio de hematomas. O que aconteceu com o Henry? (…) Eu chego no IML e falo: eu sou o pai, meu filho está vindo aí, e eu só saio daqui com o laudo.”
Segundo ele, foi naquele momento que começou a cobrança por investigação e responsabilização dos envolvidos.
Assassinato e a versão dos acusados
Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca.
Segundo as investigações, a criança foi levada desacordada ao hospital, onde a equipe médica constatou que o menino já chegou sem vida. Inicialmente, Monique e Jairinho alegaram que Henry teria sofrido um acidente doméstico, caindo da cama enquanto dormia.
No entanto, o laudo de necropsia do Instituto Médico-Legal (IML) descartou essa hipótese ao identificar 23 lesões espalhadas pelo corpo da criança.
A causa da morte foi apontada como hemorragia interna e laceração hepática provocadas por ação contundente. As investigações da Polícia Civil concluíram que Henry era submetido a uma rotina de agressões e torturas praticadas por Dr. Jairinho.
De acordo com o inquérito, Monique Medeiros tinha conhecimento das violências, tendo sido alertada pela babá do menino pelo menos um mês antes do óbito, mas consentiu com a situação.
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Fonte : CNN