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A PCSP (Polícia Civil de São Paulo) prendeu, na última quarta-feira (4), Jaqueline Santos Ludovico no desembarque internacional do Aeroporto de Viracopos, em Campinas.

Os agentes cumpriram um mandato de prisão preventiva contra Jaqueline, que foi condenada por homofobia contra um casal em uma padaria de São Paulo em fevereiro de 2024.

Em nota, a polícia informou que a prisão foi realizada sem resistência, com advogado presente. Não foi encontrado nada de ilícito com Jaqueline.

O caso foi registrado como captura de procurado no Plantão do 2º DP de Campinas.

Relembre o caso

Era dia 3 de fevereiro de 2024 quando o casal Adrian e Rafael se aproxima lentamente com o próprio carro de uma vaga reservada para automóveis da padaria Iracema, no bairro Santa Cecília. Eles tinham a intenção de estacionar no local que, por sua vez, estava ocupado por três pessoas que conversavam em pé.

Em entrevista à CNN, Rafael contou que Jaqueline teria cruzado os braços no local da vaga e, neste momento, foi retirada pelo homem que a acompanhava para o lado do veículo. A mulher novamente voltou para frente do carro e empurrou o retrovisor do veículo da vítima e disse: “É só você fechar essa me*** que consegue estacionar”. Após ser contida pelo homem que a acompanhava, ela passou a gritar frases homofóbicas.

Jaqueline ainda atirou em um cone de trânsito em direção ao casal e o comportamento violento se estendeu para dentro da padaria. “Ela veio para cima da gente com uma série de ofensas, de baixo calão e cunho homofóbico”, afirmou Rafael. As vítimas ainda relataram chutes e tapas por parte da agressora. Dentre as frases proferidas contra o casal por Jaqueline, se destacavam: “Esses viad** do cara*”, “Só porque dá o c”, “Quer estar onde a gente está”.

Laura, por sua vez, incentivou a conduta da colega e também passou a ofender Adrian e Rafael, além de arremessar um cone em direção a Rafael, o qual não lhe acertou. O casal entrou na padaria na tentativa de se defender, mas foram seguidos por Jaqueline. Testemunhas tentaram acalmar a situação, mas sem sucesso.

Com toda a confusão, Adrian começou a filmar a situação e Jaqueline não gostou. Portanto, passou a agredir o homem com golpes na região do rosto, o que causou leves sangramentos. A agressora ainda completou: “tirei sangue seu foi pouco”. O amigo da mulher e os funcionários do local tentaram contê-la, mas ela teria se negado a parar e chegou a empurrar o gerente do estabelecimento.

Segundo o MP, as condutas das duas mulheres causaram revolta nos clientes do local, que se mobilizaram para acionar a Polícia Militar e retirá-las do comércio. A Polícia Militar foi acionada e compareceu ao local para atender a ocorrência.

Na época em que o vídeo ganhou repercussão nas redes, a CNN procurou a defesa das agressoras que afirmou que teriam duas versões dos fatos. Desse modo, a defesa pontuou que a história completa e a verdadeira complexidade dos eventos exigiam uma abordagem mais sensível e equilibrada, que reconhecesse a situação de vulnerabilidade de Jaqueline e a injustiça de julgá-la apenas com base em fragmentos de informações.

“Neste momento delicado, é imprescindível que se resguarde a privacidade e a dignidade da família da Sra. Jaqueline, especialmente dos seus filhos menores envolvidos, garantindo-lhes o direito a um julgamento justo e imparcial, sem o peso indevido da pressão pública e do linchamento virtual”, completava a nota.

*Sob supervisão de AR.

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Fonte : CNN

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