A Justiça brasileira condenou Ronald Roland, apelidado de “Xuxa do PCC”, a 21 anos e um mês de prisão em regime fechado, além de multa, por seu envolvimento em um esquema bilionário de tráfico internacional de cocaína. A sentença é resultado da Operação Terra Fértil, conduzida pela Polícia Federal, que investigou a rede de distribuição de drogas que se estendia do Brasil a cartéis internacionais, com ramificações no México, Colômbia e Estados Unidos. Ronald Roland, como principal negociador de cocaína, desempenhava um papel fundamental na conexão entre a facção criminosa brasileira Primeiro Comando da Capital (PCC) e grandes grupos criminosos de outros países. A operação revelou a magnitude do esquema de tráfico de drogas e a complexidade das operações financeiras envolvidas, culminando na condenação de 13 indivíduos, incluindo a esposa de “Xuxa”.
Atuação Internacional de “Xuxa” do PCC
Conexões com Cartéis Mexicanos e Guerrilhas Colombianas
A investigação revelou que Ronald Roland mantinha ligações diretas com alguns dos cartéis de drogas mais perigosos do México, incluindo o Cartel de Sinaloa, Los Zetas e o Cartel Nova Geração de Jalisco. Além disso, ele estabeleceu parcerias com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), organização guerrilheira que, durante décadas, esteve envolvida no tráfico de cocaína como fonte de financiamento. Essas conexões internacionais permitiram a “Xuxa” coordenar o envio de grandes quantidades de cocaína para diversos destinos, principalmente os Estados Unidos.
Rotas de Tráfico e Utilização de Submarinos
O esquema de tráfico desmantelado pela Operação Terra Fértil envolvia o uso de rotas complexas para o envio de cocaína. A droga era escoada do Brasil para países como Venezuela, Honduras e Suriname, que serviam como pontos de trânsito. De lá, a cocaína era transportada, inclusive, em submarinos, diretamente para os cartéis mexicanos, que se encarregavam da distribuição nos Estados Unidos e em outros mercados. A utilização de submarinos demonstrava a sofisticação e a audácia da organização criminosa.
Ostentação, Lavagem de Dinheiro e a Prisão
Mansões de Luxo e Apreensão de Bens
Ronald Roland foi preso em uma mansão de luxo no Guarujá, litoral de São Paulo, em julho do ano passado. A Operação Terra Fértil apreendeu carros de luxo, jatinhos e imóveis milionários pertencentes ao criminoso. Uma das mansões, localizada em Uberlândia, Minas Gerais, foi bloqueada judicialmente por estar registrada em nome de uma empresa de fachada. A ostentação de bens de luxo nas redes sociais era uma característica de “Xuxa”, que utilizava o dinheiro do tráfico para financiar um estilo de vida extravagante.
Operação Dona Bárbara e a Ascensão no Mundo do Crime
Antes da Operação Terra Fértil, Ronald Roland já era conhecido da Polícia Federal. Ele havia sido alvo da Operação Dona Bárbara, que investigou o suporte logístico fornecido por traficantes brasileiros a grupos colombianos para o escoamento de drogas. A Operação Dona Bárbara expôs a rede de contatos e as atividades criminosas de “Xuxa”, que já se destacava no cenário do tráfico internacional.
Herança do Tráfico e a Sentença
Ligação com “Cabeça Branca” e Intensificação do Tráfico
A Polícia Federal aponta que “Xuxa” era ligado a Luiz Carlos da Rocha, conhecido como “Cabeça Branca”, um dos maiores traficantes do Brasil, preso em 2017. Após a prisão de “Cabeça Branca”, Ronald Roland intensificou a movimentação de drogas e a lavagem de dinheiro, utilizando a aquisição de bens de luxo como forma de dissimular os lucros ilícitos. A ligação com “Cabeça Branca” demonstra a continuidade e a hereditariedade no mundo do tráfico, com novos líderes surgindo para ocupar o vácuo deixado pelos criminosos presos.
Condenação e Impacto na Luta Contra o Tráfico
A condenação de Ronald Roland e dos demais envolvidos na Operação Terra Fértil representa um golpe significativo contra o tráfico internacional de drogas. A sentença imposta a “Xuxa”, de 21 anos e um mês de prisão, reflete a gravidade dos crimes cometidos e a importância de combater o tráfico em todas as suas dimensões. A operação demonstra a capacidade da Polícia Federal de desmantelar organizações criminosas complexas e de levar os responsáveis à justiça.
Conclusão
A prisão e condenação de “Xuxa do PCC” demonstram a persistência das autoridades brasileiras no combate ao tráfico internacional de drogas. A Operação Terra Fértil revelou a intrincada rede de conexões entre facções criminosas brasileiras e cartéis internacionais, expondo a sofisticação das rotas de tráfico e a audácia dos criminosos. A sentença imposta a Ronald Roland e seus cúmplices representa um importante passo na luta contra o crime organizado e na busca por uma sociedade mais segura e justa.
FAQ
1. Quem é Ronald Roland, conhecido como “Xuxa do PCC”?
Ronald Roland era um megatraficante brasileiro, apelidado de “Xuxa do PCC”, que atuava como principal negociador de cocaína da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) com grandes grupos criminosos de outros países.
2. Quais eram as principais conexões internacionais de “Xuxa do PCC”?
“Xuxa do PCC” mantinha ligações diretas com os cartéis de Sinaloa, Los Zetas e Nova Geração de Jalisco, no México, e com a organização guerrilheira FARC, na Colômbia.
3. Qual o resultado da Operação Terra Fértil?
A Operação Terra Fértil resultou na condenação de 13 criminosos, incluindo Ronald Roland, a penas que variam entre 8 e 21 anos de prisão em regime fechado. A operação também apreendeu bens de luxo pertencentes aos criminosos, como carros, jatinhos e imóveis milionários.
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Fonte: https://paraiba.com.br